AGRONEGÓCIO
Belo Horizonte sedia julgamento do 2º Concurso de Cachaças e Aguardentes de Minas
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A Mineiraria Casa da Gastronomia, em Belo Horizonte, recebe até quinta-feira (11) o julgamento do 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras. O evento teve início nesta segunda-feira (8) e reúne 21 jurados, que avaliarão 247 bebidas de diferentes categorias. A premiação dos vencedores está marcada para 17 de novembro, na capital mineira.
Metodologia criteriosa garante avaliação detalhada
Segundo Camila Argenta Fante, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante da comissão julgadora, cada bebida será avaliada por sete jurados, seguindo metodologia específica desenvolvida para o concurso. “Os critérios incluem percepções visuais, olfativas, gustativas e atributos finais, que combinam todos esses elementos”, explica.
A comissão é composta por especialistas das universidades UFMG, Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG), além de profissionais da Emater-MG. Apenas amostras que obtiverem pontuação acima de 70 pontos serão classificadas.
Categorias tradicionais e novidade para produtores atacadistas
As categorias de cachaça de alambique são:
- Cachaça de Alambique
- Cachaça de Alambique Armazenada
- Cachaça de Alambique Envelhecida
- Cachaça de Alambique Envelhecida Premium + Extrapremium
Já as categorias de aguardente de cana incluem:
- Aguardente de Cana
- Aguardente de Cana Armazenada
- Aguardente de Cana Envelhecida
- Aguardente de Cana Envelhecida Premium + Extrapremium
A novidade desta edição é a criação da categoria “Produtor Atacadista”, destinada a quem produz, acondiciona e comercializa bebida a granel. Lucas Carneiro, assessor técnico do Departamento Técnico da Emater-MG, destaca que este segmento é o que mais cresce em Minas Gerais nos últimos dois anos e que a iniciativa visa incentivar esses produtores a se tornarem engarrafadores.
Premiação e realização do concurso
A cerimônia de premiação está programada para 17 de novembro, em Belo Horizonte. O concurso é uma iniciativa do Governo de Minas, realizado e coordenado pela Emater-MG, com apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e demais entidades parceiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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