AGRONEGÓCIO
Produção de vinho francês cai abaixo da média de cinco anos devido a clima quente e seco
AGRONEGÓCIO
A França deve produzir 37,4 milhões de hectolitros de vinho em 2025, um aumento de 3% em relação à safra do ano passado, marcada por chuvas intensas. No entanto, o volume permanece 13% abaixo da média dos últimos cinco anos, informou o Ministério da Agricultura nesta terça-feira (9).
O resultado fica aquém da previsão inicial, divulgada em agosto, que estimava uma produção entre 40 e 42,5 milhões de hectolitros.
Ondas de calor e seca reduzem rendimento dos vinhedos
O ministério apontou que a onda de calor e a seca de agosto afetaram significativamente várias regiões, incluindo Charentes, Borgonha, Beaujolais e Languedoc-Roussillon.
“O calor intenso e a seca diminuíram o teor de suco das uvas e aceleraram o amadurecimento das bagas, antecipando a colheita e reduzindo o potencial de produção em muitas áreas”, destacou o órgão.
Redução da área plantada também impacta volumes
Além do clima adverso, a área de vinhedos diminuiu. Mais de 20.000 hectares foram removidos desde a última colheita em regiões como Bordeaux, Sudoeste e Languedoc-Roussillon. O programa, subsidiado pelo governo, visava controlar o excesso de oferta frente à queda no consumo de vinho.
No entanto, a medida recebeu críticas de produtores, que alertaram sobre maior vulnerabilidade a incêndios florestais nas regiões do sul.
Produção por região: Champagne, Bordeaux e Beaujolais
A colheita de Champagne começou no início de setembro, mais cedo que o usual. Apesar de um início afetado pelo calor e florada fraca, a produção deve superar a de 2024 em 12%, mas ficar 10% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Em Bordeaux, a colheita começou em meados de agosto. O calor impactou a produtividade, mantendo a produção próxima à de 2024, mas 15% abaixo da média histórica.
Beaujolais deve registrar a menor produtividade desde 2012, enquanto Languedoc e Sudoeste também enfrentam queda na produção. Por outro lado, a região do Loire espera aumento em relação ao ano passado.
Informações adicionais sobre volume
Para referência, um hectolitro equivale a 100 litros de vinho, ou aproximadamente 133 garrafas padrão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa
Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.
A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.
As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.
A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.
O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.
A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.
Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.
A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.
Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.
O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.
Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.
A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.
Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.
Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.
Fonte: Pensar Agro
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