AGRONEGÓCIO
Liderança feminina ganha espaço na indústria de máquinas agrícolas
AGRONEGÓCIO
A presença de mulheres em cargos de liderança na indústria ainda enfrenta desafios, mas o cenário vem mudando. Um exemplo é Mariana Peteffi, engenheira de produção de 27 anos da AGCO, em Canoas (RS), que coordena uma equipe de 60 colaboradores responsável pela eficiência e qualidade dos processos de usinagem na fabricação de tratores.
Trajetória profissional marcada por aprendizado e dedicação
Mariana iniciou sua carreira na AGCO em 2019 como estagiária na área de melhoria contínua (APS). Durante esse período, adquiriu experiência em diversas áreas do negócio, incluindo compras, financeiro, engenharia de manufatura, logística e montagem. Participou da implementação de ferramentas de qualidade, coordenação do Programa de Ideias e execução de treinamentos.
Em 2023, assumiu a liderança da manufatura, enfrentando desafios relacionados ao preconceito por ser jovem e mulher em um cargo estratégico. Mariana transformou essas dificuldades em motivação, buscando resultados sólidos e se tornando referência de dedicação para sua equipe.
Apoio da equipe e fortalecimento da diversidade
A engenheira ressalta a importância do apoio dos colegas para sua evolução profissional: “Com o tempo, fui conquistando meu espaço ao lado de homens e mulheres incríveis, o que me trouxe segurança e confiança para exercer o cargo”, afirma.
Sua trajetória evidencia como a inclusão e valorização da diversidade fortalecem a indústria, estimulando inovação, crescimento sustentável e ambientes de trabalho equilibrados. Mariana acredita que seu papel vai além da liderança, servindo como inspiração para aumentar a presença feminina na manufatura e mostrar que competência independe de gênero, raça ou orientação sexual.
Empresas reconhecem a importância da diversidade em cargos estratégicos
Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson, reforça: “Criar oportunidades para diferentes perfis ocuparem posições estratégicas é essencial para nosso desenvolvimento. Lideranças diversas nos ajudam a compreender melhor os desafios dos nossos times e dos produtores, gerando soluções mais eficientes.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco transforma culinária em ferramenta de aprendizagem na Educação Infantil
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásDo boi ao mel, veto europeu impõe efeitos desiguais
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrimeira motorista de ônibus de Rio Branco visita Prefeitura e elogia nova frota
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco celebra nota 6,8 no Ideb e conquista segundo lugar entre as capitais
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura intensifica serviços e prepara entrega de espaço revitalizado no Santa Cruz
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásIndependência ou morte: Brasil alimenta o mundo, mas ainda depende do exterior