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Seagri dá início às etapas de avaliação física e sensorial das amostras do concurso Qualicafé

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), realiza entre os dias 9 e 12 mais uma etapa da 3º Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico do Acre (Qualicafé). Nesta fase, as amostras de café passam pelas avaliações físicas e sensoriais, conduzidas por Q Robusta Graders, provadores de café de Rondônia e Paraná, e por técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), responsáveis pela análise dos grãos.

Dos 48 inscritos, 38 amostras foram consideradas aptas para avaliação. Destas, as dez melhores seguem para a fase final, quando os nove primeiros colocados serão premiados. O resultado será divulgado em evento de premiação no dia 10 de outubro, em Rio Branco.

Provadores de cafés são de outros estados. As amostras cafés são codificadas. Foto: Alice Leão/Secom

O secretário de Agricultura, Luís Tchê, destacou que o Qualicafé representa um marco histórico para o Acre e reforça o papel da produção sustentável no fortalecimento da economia e na valorização dos pequenos produtores rurais.

“Estamos na terceira edição do concurso e, mais do que premiar, o nosso objetivo é dar dignidade aos produtores e produtoras acreanos, mostrando que o café daqui tem qualidade, preserva a floresta e já conquistou espaço em feiras internacionais. Essa iniciativa mudou a história de muitas famílias e seguirá transformando vidas no campo”, afirmou.

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Representantes de instituições responsáveis pela realização do concurso. Foto: Alice Leão/Secom

A coordenadora do Núcleo da Cafeicultura da Seagri, Michelma Lima, ressaltou que, pela primeira vez, o concurso de qualidade do café acontece dentro do próprio estado, sem a necessidade de levar as amostras para fora.

“Nas edições anteriores, nossas amostras precisavam ser enviadas para outros estados para passar pela fase de avaliação. Este ano, isso mudou: conseguimos realizar aqui mesmo, com profissionais capacitados e toda a estrutura necessária. Para nós, é uma conquista, porque valoriza ainda mais o trabalho dos produtores e aproxima o concurso da realidade local”, disse.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) reforçou o apoio aos cafeicultores acreanos com a assinatura de um convênio de R$ 2,2 milhões voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do café nos próximos dois anos. Entre as ações, estão consultorias de campo, assistência técnica e a participação de produtores em feiras nacionais, como a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), como afirma o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos.

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“Esse convênio é estratégico porque une governo, federação e associações de produtores em torno de um objetivo comum: valorizar e dar visibilidade ao café acreano. A ideia é que, além de melhorar a qualidade por meio da assistência técnica, os produtores premiados possam levar o nosso café para eventos nacionais e, quem sabe, para o mercado internacional”, destacou o técnico do Sebrae.

O provador de café, Janderson Dazalen, explica a importância do rigor técnico adotado no concurso, que segue protocolos internacionais e garante uma avaliação imparcial da bebida.

Provador de café, Janderson Dazalen, afirma que aplica critérios internacionais para a fase sensorial. Foto: Alice Leão/Secom

“Nosso trabalho é totalmente técnico. Recebemos as amostras codificadas, sem saber quem produziu ou de onde veio o café, e avaliamos atributos como aroma, sabor, doçura, acidez e corpo. Cada provador dá sua nota, depois fazemos a média e chegamos ao resultado final, garantindo transparência e qualidade no concurso”, declarou.

Já o coordenador estadual de qualificação de produtos vegetais do Instituto de Defesa Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Jean Ramos, disse como é feita a avaliação física dos grãos de café durante o concurso ele supervisiona o trabalho técnico do Idaf.

Avaliação física dos graõs de café é feita por técnicos do Idaf e Idaron. Foto: Alice Leão/Secom

“Nós analisamos os defeitos que aparecem nos grãos, para entender se eles vêm de problemas na fermentação ou no manejo. Também avaliamos a peneira, que indica o tamanho dos grãos se são grandes, médios ou pequenos. Isso é fundamental, porque quando os grãos têm tamanhos diferentes, a torra não fica uniforme e a qualidade da bebida é prejudicada. Nosso objetivo é garantir que o café classificado siga dentro dos padrões de qualidade”, pontuou.

O concurso Qualicafé é uma realização do governo do Acre, por meio da Seagri, em parceria com o Sebrae, Idaf e recebe o patrocínio das seguintes instituições e empresas: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); MaquiParts Comércio, Importação e Exportação; J.S. Costa; Budny Indústria e Comércio; Café Contri Importação e Exportação; Comércio G. Agro; Palini & Alves; Belrio Comércio de Máquinas e Equipamentos;
Ferlim Indústria e Comércio – Vovó Pureza.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá

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As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.

Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Estado vai garantir todo o apoio necessário. Foto: cedida

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.

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“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.

Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.

“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo  apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Centenas de famílias foram atingidas pela cheia. Foto: cedida

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.

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De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.

O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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