O vereador Zé Lopes (Republicanos) voltou a criticar a situação do transporte coletivo em Rio Branco. O parlamentar afirmou que, desde o início do seu mandato, tem alertado para a precariedade do serviço e para a ausência de medidas efetivas por parte da prefeitura.
Segundo Zé Lopes, a população continua enfrentando problemas graves como a falta de água na parte alta da cidade, carência de vagas em creches, ausência de mediadores nas escolas e dificuldades de acesso a exames e terapias para pessoas com autismo. Ele destacou ainda os protestos recentes de moradores da Baixada da Sobral, que denunciaram alagamentos e a falta de galerias.
O deputado questionou o projeto de lei enviado em regime de urgência pela prefeitura, que prevê aumento de 50 centavos na tarifa do transporte público — metade a ser paga pelos usuários e metade subsidiada pelo município. “Eles justificam com a alta do diesel, mas o combustível subiu 51 centavos em dois anos. Estão pedindo o dobro disso. Já são mais de R$ 200 milhões de reais repassados sem que a qualidade do serviço melhore”, criticou.
Zé Lopes lembrou que a empresa Rico Transportes opera há quase cinco anos sem contrato de licitação e acumula reclamações de ônibus quebrados, trabalhadores sem direitos trabalhistas garantidos e descumprimento de obrigações como o depósito do FGTS. “A prefeitura não pode destinar mais recursos a um contrato provisório, enquanto falta dinheiro para água, creches e infraestrutura. Isso está errado”, reforçou.
Ele também cobrou o cumprimento da promessa feita no início do ano pelo superintendente da RBTrans, Clendes Villas Boas, que havia garantido a publicação do edital de licitação para o transporte coletivo. “Até hoje essa licitação não saiu. Não podemos votar a favor de nenhuma proposta que aumente ainda mais essa conta. Queremos sim um transporte de qualidade, com novas empresas e uma frota moderna, mas não com esse modelo provisório e precário”, concluiu.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, realizará, nesta sexta-feira (17), um mutirão de limpeza nos bairros da regional da Baixada da Sobral.
O objetivo é minimizar os efeitos de novas enxurradas nas localidades.
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros”, explicou Tony. (Foto: Secom)
“Estaremos com várias equipes nos bairros da Baixada, entre eles Boa Vista, João Eduardo II, Sobral, Plácido de Castro e outros. Essa operação emergencial visa evitar problemas semelhantes aos que ocorreram no início da semana. Na manhã de hoje (quinta-feira, 16), estivemos nesses bairros e já identificamos vários pontos com acúmulo de entulhos, muitos deles às margens de córregos e também nas drenagens de águas pluviais”, explicou Tony Roque, secretário municipal de Cuidados com a Cidade.
Limpeza de bueiros e córregos na baixada.(Foto: Val Fernandes/Secom)
A ação também dá continuidade às atividades de recolhimento de resíduos inertes na cidade de Rio Branco.
Será realizado atividades de recolhimento de resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A operação emergencial contará com 30 equipamentos, entre caminhões e máquinas pesadas, e mais de 50 trabalhadores.
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
Somente no mês de março, a Secretaria retirou cerca de 110 toneladas de entulho e resíduos inertes dos bairros atingidos pela enxurrada.
Na última terça-feira foi retirado 10 toneladas de lixo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Na última terça-feira (14), uma nova enxurrada atingiu a regional e, novamente, os serviços de limpeza, raspagem e baldeação foram realizados, com o recolhimento de mais de 10 toneladas de lixo até o momento.
O descarte irregular de resíduos sólidos em áreas de preservação ambiental, córregos urbanos e até mesmo às margens das ruas tem se consolidado como um grave problema ambiental e de saúde pública. A prática, além de ilegal, compromete a qualidade dos recursos naturais, prejudica a biodiversidade e expõe a população a riscos sanitários significativos.
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