RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preços do algodão no Brasil seguem em queda com dólar fraco e oferta recorde

Publicados

AGRONEGÓCIO

Os preços do algodão em pluma no Brasil continuam pressionados, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação de fatores externos e internos mantém a tendência de queda das cotações no mercado nacional.

Mercado internacional em baixa impacta cotações brasileiras

De acordo com o Cepea, a cotação do algodão sofre influência direta da queda dos contratos na Bolsa de Nova York (ICE Futures), que operam em níveis historicamente baixos. Esse cenário, aliado à baixa do dólar – que registra sua menor cotação desde meados de 2024 – tem limitado a competitividade das exportações brasileiras.

Paridade de exportação atinge menor nível desde 2020

A paridade de exportação do algodão caiu aos patamares observados em dezembro de 2020. Pesquisadores do Cepea explicam que a combinação de dólar desvalorizado, preços internacionais fracos e oferta elevada mantém a pressão sobre os valores pagos aos produtores no mercado interno.

Safra recorde e demanda interna contida contribuem para a baixa

O Cepea destaca que a expectativa de uma safra recorde de algodão no Brasil reforça o cenário de preços pressionados. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção da temporada 2024/25 deve alcançar 4 milhões de toneladas, um aumento de 9,7% em relação à safra anterior. Ao mesmo tempo, a demanda interna permanece contida, o que dificulta a recuperação das cotações.

Leia Também:  Agrishow 2026 reforça protagonismo do agro e destaca inovação como motor do campo
Indicador CEPEA/ESALQ registra queda no início de setembro

No acumulado da primeira quinzena de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) recuou 6%, encerrando o dia 15 a R$ 3,6703 por libra-peso (lp). Vale lembrar que, no dia 12, o indicador havia fechado a R$ 3,6590/lp, valor nominal mais baixo desde 6 de julho de 2023.

Colheita da temporada 2024/25 se aproxima do fim

No campo, a colheita da temporada 2024/25 está em fase final. A expectativa de produção recorde reforça a oferta abundante e contribui para a manutenção da tendência de baixa nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

Por

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia Também:  Mercado de feijão perde referência de preços e enfrenta baixa liquidez no Brasil

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia Também:  Ceia de Natal mais cara: aves natalinas e oleaginosas lideram alta de preços em 2025, mostra estudo da Neogrid

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA