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Dólar abre semana em alta com cenário político e expectativa econômica; Ibovespa acompanha movimento

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Dólar avança e Ibovespa inicia estável

Por volta das 9h10, a moeda americana subia 0,39%, negociada a R$ 5,3410. Na sexta-feira (20), o dólar havia encerrado em leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,3203.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou a última sessão com alta de 0,25%, aos 145.865 pontos, acumulando ganhos expressivos no mês.

Agenda política pesa sobre os mercados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, em Nova York, da Assembleia Geral da ONU. Apesar de não haver encontro oficial confirmado, há expectativa de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O possível diálogo ocorre em meio à aplicação de tarifas de 50% por Washington sobre produtos brasileiros, o que gera cautela no mercado.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa nesta manhã do Macro Day, evento do BTG Pactual, com atenção dos investidores voltada para seus discursos.

Expectativas econômicas no Brasil: Focus mantém inflação em 4,83%

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira o Boletim Focus. Os economistas mantiveram a projeção de inflação para 2024 em 4,83%.

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Em relação à taxa Selic, a pesquisa aponta que a expectativa para 2026 caiu para 12,25%, após semanas de manutenção em 12,50%. Para 2024, a taxa deve encerrar o ano em 15%, segundo o mercado, refletindo o tom cauteloso do BC diante do ambiente econômico.

As projeções para o PIB permanecem em 2,16% neste ano e 1,80% em 2025. Já o dólar segue estimado em R$ 5,50 para este ano e R$ 5,60 no próximo.

Desempenho do dólar e da bolsa
  • Dólar
    • Semana: -0,62%
    • Mês: -1,87%
    • Ano: -13,91%
  • Ibovespa
    • Semana: +2,53%
    • Mês: +3,14%
    • Ano: +21,27%
Bolsas globais: Fed anima Wall Street, mas Europa e Ásia ficam mistas

Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta na sexta-feira, impulsionados pelo primeiro corte de juros do ano anunciado pelo Federal Reserve. O otimismo se concentrou em ações de tecnologia e inteligência artificial:

  • S&P 500: +0,47% (6.662,84 pontos)
  • Nasdaq: +0,69% (22.625,48 pontos)
  • Dow Jones: +0,36% (46.315,77 pontos)

Na Europa, os mercados encerraram em queda após uma semana de forte agenda monetária. O índice STOXX 600 recuou 0,30%. Londres caiu 0,12%, Frankfurt 0,15% e Paris ficou praticamente estável, em baixa de 0,01%.

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Já na Ásia, as bolsas mostraram resultados mistos:

  • Nikkei (Tóquio): -0,6% (45.045 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): estável (26.545 pontos)
  • Xangai (SSEC): -0,30% (3.820 pontos)
  • CSI300: +0,08% (4.501 pontos)
  • KOSPI (Seul): -0,46% (3.445 pontos)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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