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Sistema Financeiro Lidera Fontes de Financiamento da Soja em Mato Grosso, Aponta Imea
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Financiamento da soja enfrenta juros altos e menor oferta de crédito
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou o levantamento Funding Soja 2025, que detalha a composição das fontes de financiamento da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26. A área estimada é de 13,01 milhões de hectares, com custo total projetado em R$ 54,39 bilhões.
O sistema financeiro aparece como principal fonte de recursos, respondendo por 35,42% do total, seguido pelas multinacionais e tradings, que representam 30,74%. O cenário reflete um ambiente de crédito mais restrito, com juros elevados e exigências mais rígidas de garantias.
Revendas perdem espaço e produtores recorrem aos bancos
O Imea aponta que a retração das revendas é um dos principais movimentos observados em comparação à safra anterior. Recuperações judiciais de grandes grupos e o aumento das exigências de garantias reduziram a oferta de crédito nesse canal.
Com menos opções, os produtores migraram para bancos e mercado de capitais, arcando com custos financeiros mais altos e, ainda assim, sem atender completamente à demanda de financiamento.
“O recuo das revendas decorre das recuperações judiciais e da maior exigência de garantias. O produtor buscou o sistema financeiro, pagou mais caro e teve de aportar mais capital próprio, inclusive com venda de áreas”, explicou Cleiton Gauer, superintendente do Imea.
Maior uso de capital próprio não indica melhora financeira
Apesar do aumento da participação do crédito bancário e do uso de recursos próprios, o Imea alerta que esse movimento não representa melhora de caixa. Pelo contrário, indica necessidade maior de recursos e restrições mais severas de crédito, agravadas pelos juros altos.
As margens de lucro vêm caindo nas últimas safras, e a projeção para 2025/26 é de uma das menores dos últimos cinco anos. A inadimplência observada em 2024 e 2025 aumentou o risco das operações, fazendo com que bancos reforçassem as garantias e elevassem o custo do crédito, mesmo com sinais pontuais de recuperação econômica.
“A maior participação de crédito e de recursos próprios não sinaliza folga, mas uma necessidade estrutural num ambiente de crédito escasso, caro e com margens comprimidas”, reforçou Gauer.
Multinacionais seguem relevantes, mas perdem espaço
A composição do financiamento mostra que as multinacionais e tradings mantêm papel importante na oferta de crédito e na troca por insumos, embora tenham perdido espaço para o sistema financeiro nesta safra.
As revendas, por sua vez, recuaram devido ao encolhimento do crédito e à revisão dos limites de concessão. Nesse cenário, bancos públicos e privados assumiram protagonismo, sustentando a maior parcela da captação de recursos no estado.
Desafios e estratégias para a safra 2025/26
De acordo com o estudo, o principal desafio para os produtores mato-grossenses será administrar custo e risco. A recomendação é alongar prazos, equalizar garantias e travar preços de insumos e câmbio em momentos mais favoráveis.
O Imea ressalta ainda que a diversificação das fontes reduziu a dependência de um único canal de crédito, mas aumentou o custo médio de captação. A compra de insumos passou a ocorrer em janelas mais curtas, a venda antecipada foi ajustada para preservar liquidez e o risco financeiro precisou ser realocado diante do encarecimento do crédito e das novas exigências do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do etanol caem mais de 7% em São Paulo e refletem pressão de oferta e demanda retraída
Queda acentuada nos preços do etanol em São Paulo
Os preços do etanol hidratado e anidro registraram forte queda no mercado spot do estado de São Paulo na última semana, segundo dados do Cepea.
Entre os dias 13 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado foi cotado a R$ 2,5920 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando uma queda de 7,01% em relação ao período anterior.
Já o etanol anidro apresentou recuo ainda mais intenso. O indicador fechou em R$ 2,9575 por litro (sem PIS/Cofins), com retração de 7,43%. Este é o menor patamar desde 1º de agosto do ano passado, quando o combustível ficou abaixo dos R$ 3,00 por litro.
Negócios seguem limitados, apesar de leve melhora
De acordo com pesquisadores do Cepea, o ritmo de negociações apresentou uma leve melhora ao longo da semana, mas ainda permaneceu limitado.
As transações ocorreram em volumes reduzidos e de forma pontual, refletindo um mercado ainda cauteloso e com baixa liquidez.
Distribuidoras adiam compras e mantêm postura conservadora
No lado da demanda, distribuidoras continuam adotando uma estratégia de cautela, postergando ao máximo a reposição de estoques.
Esse comportamento indica um cenário de incerteza, no qual os compradores evitam assumir posições mais robustas, contribuindo para a pressão sobre os preços.
Aumento da oferta pressiona o mercado
Do lado dos vendedores, o movimento foi mais agressivo, com maior volume de etanol sendo ofertado no mercado.
Esse aumento está diretamente ligado ao início das operações de novas unidades produtoras, ampliando a disponibilidade do biocombustível e intensificando a concorrência entre ofertantes.
Incertezas com etanol de milho e açúcar preocupam o setor
Além dos fatores internos, o mercado também é impactado por incertezas externas. Segundo o Cepea, os agentes seguem apreensivos com:
- O aumento da oferta de etanol de milho na safra 2026/27
- As oscilações nas cotações internacionais do açúcar
Esses elementos podem influenciar diretamente a formação de preços e a competitividade do etanol no mercado brasileiro.
Cenário aponta continuidade da volatilidade
Com oferta crescente, demanda retraída e incertezas no horizonte, o mercado de etanol tende a permanecer volátil no curto prazo.
O comportamento das distribuidoras, o avanço da safra e o cenário internacional serão determinantes para os próximos movimentos de preços no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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