AGRONEGÓCIO
Arrendatários rurais movimentam R$ 5 bilhões em fertilizantes no Brasil, aponta pesquisa
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O mercado de arrendatários rurais no Brasil, composto por produtores que arrendam propriedades para atividades agrícolas e pecuárias, mostra-se cada vez mais estratégico para empresas do setor. Segundo levantamento da EEmovel Agro, o público de arrendatários apresenta grande potencial de consumo de insumos agrícolas, com destaque para fertilizantes.
Mais de 2 milhões de arrendatários em todo o país
O Brasil já contabiliza mais de 2 milhões de arrendatários rurais, com forte concentração nos estados de Paraná (271.930), Bahia (185.985), Piauí (148.052), Minas Gerais (146.221) e Rio Grande do Sul (144.854). Apenas na cultura da soja, o potencial de vendas de fertilizantes para esse público supera R$ 5 bilhões, segundo a EEmovel Agro.
Mercado estratégico pouco explorado
Para Luiz Almeida, diretor de Operações do Agro na EEmovel Agro, os arrendatários ainda são um segmento subaproveitado. “Muitas empresas direcionam esforços apenas aos proprietários, mas os arrendatários representam um mercado robusto e altamente estratégico, justamente por focarem em maximizar a produtividade a cada safra”, afirma o executivo.
Crescimento das áreas arrendadas e impacto no consumo
De acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, a proporção de áreas arrendadas no Brasil subiu de 4,5% em 2006 para 8,6% em 2017. Mantido esse ritmo, a expectativa é que esse percentual alcance 12% a 16% até 2026/27. Esse perfil de produtor, voltado para retorno rápido, impulsiona o consumo de fertilizantes de alta solubilidade, defensivos agrícolas e sementes de alto potencial produtivo.
Regiões emergentes, como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), também despontam como polos estratégicos, com potencial estimado de R$ 1,3 bilhão em insumos agrícolas apenas para a soja na safra 2023/24.
EEmovel Agro e o mapeamento do segmento
A EEmovel Agro é pioneira no levantamento e disponibilização de dados sobre arrendatários no país. A empresa fornece informações exclusivas que permitem às companhias direcionar estratégias de venda, aumentar receita e explorar regiões promissoras com maior segurança. Almeida reforça: “Nossa missão é transformar a forma como o agronegócio enxerga esse público, oferecendo dados precisos e validados que ajudam nossos clientes a atuar com mais assertividade.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio
O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.
Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.
A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.
Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor
O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.
As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.
Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.
Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.
Consórcio rural ganha protagonismo no campo
Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.
A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.
Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.
Gestão financeira se torna diferencial competitivo
A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.
O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.
Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.
Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.
Produtores combinam diferentes modalidades de crédito
Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.
Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.
Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.
Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.
Profissionalização financeira avança no agronegócio
O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.
O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.
Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.
Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras
A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.
Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.
O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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