AGRONEGÓCIO
Agora a Argentina zerou impostos sobre carne bovina e de aves
AGRONEGÓCIO
O governo argentino anunciou nesta terça-feira (23.09) que suspenderá temporariamente também os impostos retidos na fonte sobre a exportação de carne bovina e de aves até 31 de outubro de 2025. A medida segue decisão similar tomada na segunda-feira (22) para grãos e soja, com o objetivo de estimular as vendas externas e aumentar a entrada de dólares no país, que enfrenta pressão sobre suas reservas cambiais.
“O governo nacional decidiu que também haverá zero impostos retidos na fonte sobre a exportação de aves e carne bovina até 31 de outubro. Este é o único governo que, diante da adversidade, responde reduzindo os impostos”, afirmou o porta-voz presidencial, Manuel Adorni.
Especialistas indicam que, diferentemente da soja, que pode perder espaço para o grão argentino, as vantagens sobre a competitividade das carnes brasileiras serão limitadas. Segundo Marcos Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), “a medida argentina pode gerar efeitos pontuais em alguns mercados, mas a escala e a qualidade da carne brasileira mantêm o país como fornecedor preferencial global”. Ele destaca que os produtores brasileiros precisam monitorar contratos internacionais e reforçar estratégias de competitividade.
No caso da soja, a China aproveitou a redução dos impostos argentinos para comprar grandes volumes de grãos. Compradores chineses reservaram pelo menos 10 cargas de soja da Argentina na terça-feira, causando outro revés para os agricultores dos EUA, já excluídos de seu principal mercado e impactados por preços baixos.
Os carregamentos de 65 mil toneladas cada, estão programados para novembro, com preços CNF (custo e frete) cotados a um prêmio de US$2,15 a US$2,30 por bushel em relação ao contrato de soja de novembro da Bolsa de Chicago, disseram dois traders com conhecimento direto do assunto.
Para o produtor brasileiro, o movimento argentino representa um alerta para competitividade de preço. Embora o Brasil permaneça como maior exportador mundial de carne bovina e de aves, o setor pode enfrentar pressão em determinados mercados, especialmente na América Latina, Oriente Médio e Ásia, onde a diferença de impostos pode ser decisiva na hora da compra.
Segundo fontes do setor, a infraestrutura brasileira, a confiabilidade logística e os padrões sanitários ainda dão vantagem ao Brasil. No entanto, uma oferta argentina mais barata pode postergar negociações ou reduzir margens de lucro em contratos futuros.
Analistas do agronegócio ressaltam que a medida argentina é temporária e estratégica, buscando fortalecer reservas cambiais e estimular o setor agroexportador, por isso não há o que temer.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais
Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS
O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.
Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.
Etanol hidratado lidera produção no estado
Do total produzido em Mato Grosso do Sul:
- 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
- 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina
O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.
Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial
O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.
A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.
A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.
Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios
Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.
A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.
Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.
Integração entre agro e energia sustenta avanço
A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:
- A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
- Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
- As pastagens representam aproximadamente 46% do território
Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.
Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia
Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.
O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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