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Capim pé-de-galinha ameaça soja e pode reduzir produtividade em até 80%

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O capim pé-de-galinha (Eleusine indica) tem se consolidado como uma das plantas daninhas mais agressivas da agricultura brasileira. Segundo a Embrapa, cada exemplar pode produzir de 120 a 140 mil sementes, com alta taxa de germinação e grande capacidade de dispersão, o que amplia os riscos de infestação nas lavouras.

Agressividade e impacto direto na soja

De acordo com a UPL Brasil – subsidiária do Grupo UPL, referência global em soluções agrícolas sustentáveis –, a infestação dessa planta representa uma séria ameaça para a produtividade da soja. Estudos indicam que a presença do capim pé-de-galinha pode provocar perdas de até 80% na colheita, além de liberar substâncias tóxicas que prejudicam o desenvolvimento de culturas como o milho, comprometendo a germinação e o crescimento das raízes.

O capim também disputa com intensidade recursos essenciais, como luz solar, água, nutrientes e espaço, reduzindo o potencial de desenvolvimento saudável das lavouras.

Planta daninha hospedeira de pragas e doenças

Além dos danos diretos à produtividade, a Eleusine indica pode servir como hospedeira de patógenos, entre eles vírus, fungos e pragas, que ampliam os riscos para o agricultor. Outro fator de preocupação é a dificuldade que essa infestação gera na colheita, podendo inclusive causar danos a maquinários e elevar os custos de produção.

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Resistência a herbicidas complica o manejo

Em diversas regiões produtoras, a resistência crescente do capim pé-de-galinha a determinados ingredientes ativos já limita a eficácia dos manejos convencionais. Esse cenário exige que os agricultores busquem alternativas mais inovadoras e eficazes no controle da planta.

Solução inovadora da UPL: Thunder amplia segurança no manejo

Para enfrentar o desafio, a UPL destaca o herbicida Thunder, desenvolvido com tecnologia altamente sistêmica, capaz de percorrer toda a planta e controlar até populações resistentes. Um dos diferenciais do produto é a possibilidade de aplicação em plantas de até 15 cm de altura, aumentando a janela de uso e a segurança no manejo.

Além do capim pé-de-galinha, o herbicida também se mostra eficaz contra outras plantas de difícil controle, como a buva, e traz para a soja e o milho um ingrediente ativo inédito aliado a um novo mecanismo de ação.

Sustentabilidade e inovação no campo

Rogério Castro, CEO da UPL Brasil, ressalta que o produto é uma ferramenta estratégica para manter a rentabilidade das lavouras:

“Com o uso adequado de Thunder, o agricultor consegue preservar a produtividade, otimizar insumos e produzir de forma sustentável, mesmo diante da crescente resistência das plantas daninhas”, destacou.

Estratégias complementares de aplicação

Para garantir resultados mais consistentes, a recomendação da UPL é aplicar Thunder em associação com adjuvantes à base de óleo metilado de soja, como Strides. Essa combinação favorece a aderência e a penetração do herbicida nas folhas, potencializando a eficiência no controle.

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Outro ponto indicado pela empresa é o manejo completo com aplicações sequenciais de herbicidas, como o Trunfo, estratégia que reforça a proteção das lavouras contra infestações persistentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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