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Educação do Acre realiza seminário em comemoração aos 20 anos do CAS

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realizou na manhã desta quinta-feira, dia 25, no auditório da própria secretaria, o 10º Seminário Estadual de Educação de Surdos com o tema “CAS 20 anos – Memórias, mudanças, conquistas”. O evento é parte das comemorações do Dia Nacional do Surdo, que acontece nesta sexta-feira, dia 26.

A abertura do evento contou com a presença do secretário-adjunto de administração da SEE, Reginaldo Prattes, da chefe do Departamento de Educação Especial, Hadhianne Perez, do chefe do Departamento de Gestão, José Rego, da representante da Divisão de Educação Bilíngue de Surdos do MEC, Marisa Lima, além da presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Elizete Machado.

Seminário contou com a participação de professores, intérpretes de libras e estudantes. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A chefe do Departamento de Educação Especial, Hadhianne Perez, disse se tratar de um momento especial na medida em que a educação dos surdos vem passando por um processo de transformação ao longo dos anos. “A gente introduziu a língua brasileira de sinais”, lembrou.

“Agora, a gente já discute uma escola bilíngue para surdos. Então a gente fica muito feliz em ver a mobilização das pessoas para esse evento e poder contar com o apoio da SEE para a implementação dessas políticas, porque se a gente não tivesse esse apoio, a gente não conseguiria realizar as mudanças que são necessárias”, destacou.

A professora Lindomar Araújo, chefe do CAS em Rio Branco, destacou que o seminário é um marco na educação estadual. “Temos o centro como uma referência para organização, adequação e estruturação do ensino para os estudantes surdos, pensando na inclusão, pensando na promoção da acessibilidade”, frisou.

Hadhianne Perez, chefe do Departamento de Educação Especial: “Feliz pela mobilização”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Essa edição do seminário é especial e diferenciada, porque essa celebração de duas décadas vem acompanhada de mudanças, da implementação de novas leis, da adequação de novas estruturas. E o diferencial desse ano é a participação de representante do MEC, atendendo a uma solicitação nossa”, destacou.

Atualmente, o CAS possui representação, além de Rio Branco, no município de Cruzeiro do Sul e dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco. “Estamos trabalhando para ampliar a participação de representantes em Xapuri, Senador Guiomard e Bujari”, informou.

Seminário celebrou os 20 anos de existência do CAS. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A representante do MEC, Marisa Lima, frisou que o surdo é um cidadão como qualquer outro e com direitos e deveres, como o de ir e vir. “E há a necessidade em acolher essas pessoas para que elas possam seguir em frente, sem barreiras, inclusive educacionais”, disse.

Abrindo oportunidades

Ao longo desses 20 anos de existência, o CAS tem aberto diversas oportunidades por meio de formação de interpretes de libras. Entre esses profissionais está Luana Nascimento, que nasceu em Cruzeiro do Sul, mas estudou no CAS de Rio Branco.

Danielli Silva é professora e aprendeu novas metodologias no CAS. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Luana é interprete de libras desde 2014, quando passou a ministrar aulas com contrato provisório, mas desde o ano passado, depois que se formou em Letras Libras na Universidade Federal do Acre (Ufac), trabalha no próprio CAS. “No CAS tive a oportunidade de aprender muito, a ter mais empatia, a ver coisas de modo diferente”, destacou.

Quem trabalha no CAS é a professora Danielli Silva, que tem 16 anos de experiência e atualmente aplica cursos. “Eu gosto muito porque, no CAS, eu aprendi novas metodologias para dar os cursos, inclusive para os ouvintes para que eles possam se comunicar com os surdos”, disse.

Há 10 anos no Juruá

Em Cruzeiro do Sul, o CAS funciona dentro do Núcleo de Apoio Pedagógico à Inclusão (Napi), que é coordenado pela professora Francinete Matias de Abreu Maia. Segundo ela, há dez anos, o CAS teve início como um centro de surdez.

Professora Francinete Maia: “Trabalhamos alinhados com o CAS de Rio Branco”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

No Juruá, o CAS atende fundamentalmente as escolas, realiza a formação de intérpretes, oferta cursos de libras para a comunidade, inclusive para professores da educação especial, além de oficinas nas escolas. “Além disso, ofertamos também disciplinas eletivas nas escolas de ensino integral”, afirmou.

“Em nosso município, a inclusão acontece juntamente com a interação com a comunidade surda e é nesse aspecto que a comunicação acontece. Dessa forma, trabalhamos alinhados com o CAS de Rio Branco e com o apoio do Departamento de Educação Especial”, ressaltou.

Fonte: Governo AC

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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

Sejusp intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus. Foto: Cedida

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

Projeto Pequeno Brilhante realizou a formatura dos alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município. Foto: Cedida

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

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Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania. Foto: Ascom Sejusp

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Agenda integrou atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas. Foto: Cedida

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos. Foto: Cedida

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

Coordenadora do Acre pela Vida, Francisca de Fátima, destaca o caráter preventivo das ações. Fpto: Ascom Sejusp

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

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Assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, ressaltou a importância da atuação integrada. Foto: Cedida

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.

Fonte: Governo AC

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