POLÍTICA NACIONAL
Sessão temática nesta segunda debate ‘pejotização’ e condições de trabalho
POLÍTICA NACIONAL
O Plenário do Senado promove nesta segunda-feira (29), a partir das 10h, uma sessão de debates temáticos para discutir a precarização das relações de trabalho, com foco em práticas como ‘pejotização’, terceirização e intermediação irregular. O requerimento (RQS 457/2025) para a realização do debate foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e contou com o apoio de outros 26 senadores.
Na justificativa, Paim alerta que essas modalidades de contratação fragilizam direitos trabalhistas, aumentam a informalidade e comprometem a sustentabilidade da Previdência Social. Ele defende que o tema seja debatido de forma ampla para garantir condições de trabalho mais justas e dignas.
A ‘pejotização’, segundo o senador, ocorre quando trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas, deixando de ter acesso a benefícios previstos na CLT, como férias e 13º salário, além de dificultar a cobertura previdenciária. Já a terceirização transfere a execução de atividades a empresas intermediárias, o que, na visão de Paim, muitas vezes resulta em insegurança e redução de garantias.
“Essa prática pode gerar insegurança, pois os trabalhadores terceirizados geralmente têm menos garantias e direitos do que os empregados diretos, além de sofrerem com condições de trabalho muitas vezes precárias”, explica.
A intermediação irregular, por sua vez, ocorre quando intermediários atuam na contratação de mão de obra sem observar a legislação. Para o senador, isso abre espaço para a exploração, com salários baixos e vínculos instáveis.
“Consideramos importante que haja uma reflexão e um amplo debate sobre essas práticas na busca por condições de trabalho mais justas e dignas para todos”, acrescenta Paim.
Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova projeto que reconhece a epilepsia como deficiência
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reconhece a epilepsia como deficiência para todos os efeitos legais.
Pelo texto, a condição será considerada deficiência quando causar impedimentos de longo prazo de natureza mental ou neurológica, que ao interagir com barreiras sociais, dificultem a participação plena da pessoa na sociedade.
O reconhecimento da condição dependerá de uma avaliação biopsicossocial a ser realizada por equipe multiprofissional da saúde para analisar o impacto da doença na vida do cidadão e a gravidade de suas crises.
A comissão aprovou a versão do relator, deputado Márcio Honaiser (Solidariedade-MA), que reuniu em um só texto medidas previstas no Projeto de Lei 5962/25, da deputada Yandra Moura (União-SE); e no apensado, Projeto de Lei 364/26, do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).
“O texto reconhece que a limitação não está apenas na condição neurológica em si, mas principalmente nas barreiras sociais, atitudinais e ambientais que impedem a participação plena do indivíduo na sociedade”, destacou Honaiser.
A medida visa garantir que pessoas com epilepsia tenham acesso a direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, como cotas no mercado de trabalho, benefícios sociais e adaptações em ambientes de ensino.
Além disso, a proposta busca trazer segurança jurídica, unificando o entendimento dos tribunais e evitando que pacientes precisem recorrer à Justiça para obter direitos básicos, como prioridade de atendimento.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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