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Carne de búfalo ganha espaço em Porto Alegre com novo ponto de venda

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Desde sábado, 20 de setembro, consumidores de Porto Alegre (RS) têm mais uma opção para adquirir carne de búfalo. A Baby Buf Premium inaugurou seu primeiro ponto de venda na capital, localizado na Casa de Carnes Bela Vista, na avenida Mariland, bairro Auxiliadora.

Qualidade e sabor da carne de búfalo

O proprietário da Baby Buf Premium, Rogério Gonçalves, destaca a procedência e os diferenciais do produto:

“Trata-se de carne proveniente de búfalos jovens e de excelente qualidade. Uma proteína extremamente saudável, produzida na Estância Guará, em Rosário do Sul.”

Segundo a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), a carne de búfalo apresenta benefícios nutricionais em comparação com a carne bovina:

  • 55% menos calorias
  • 40% menos colesterol
  • 11% mais proteínas
  • 12 vezes menos gordura
  • 10% mais minerais
Ampliação do acesso à proteína saudável

A presidente da Ascribu, Desireé Moller, ressalta que a iniciativa amplia o acesso do público à carne de búfalo:

“Mais um criador de búfalos está verticalizando sua produção. Rogério Gonçalves possui uma das melhores terminações de novilhos do Rio Grande do Sul e agora entra no mercado de carnes, oferecendo cortes, hambúrgueres e linguiças de alta qualidade.”

O movimento reforça a tendência de crescimento da carne de búfalo no estado, valorizando suas características de suculência, maciez e baixo colesterol, e fortalecendo o setor produtivo regional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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