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Dólar recua frente ao real após queda inesperada no emprego dos EUA

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Cotação do dólar no mercado brasileiro

Por volta das 9h50, o dólar à vista recuava 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3044 na venda.

Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo registrava queda de 0,29%, cotado a R$ 5,3440.

Na véspera, a moeda norte-americana havia encerrado o pregão com leve alta de 0,06%, a R$ 5,3228.

Relatório da ADP mostra fechamento de vagas

Segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP, o setor privado dos EUA fechou 32 mil postos de trabalho em setembro. O resultado surpreendeu negativamente, já que economistas consultados pela Reuters esperavam a abertura de 50 mil vagas.

Além disso, os dados de agosto foram revisados para baixo, mostrando a perda de 3 mil empregos, em vez da criação de 54 mil vagas inicialmente reportadas.

Impactos no mercado financeiro internacional

O resultado abaixo do esperado reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode ter mais espaço para avançar nos cortes de juros, o que pressionou os rendimentos dos Treasuries e enfraqueceu o dólar frente a várias moedas, inclusive o real.

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Após a divulgação, a moeda chegou a oscilar abaixo de R$ 5,30.

Paralisação parcial do governo dos EUA preocupa investidores

Outro fator que pesa sobre o mercado é a paralisação parcial do governo norte-americano, iniciada nesta quarta-feira, após o Congresso não chegar a um acordo sobre o orçamento.

Com isso, a divulgação de dados econômicos por órgãos oficiais está suspensa, afetando informações cruciais como os pedidos semanais de auxílio-desemprego, previstos para quinta-feira, e o relatório de emprego payroll, que sairia na sexta-feira.

Especialistas comentam cenário

Para José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, a ausência de dados oficiais é motivo de apreensão.

“Para os investidores, a não publicação do payroll em um momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante. Teremos que nos contentar com o ADP hoje, relatório que não tem se mostrado bem correlacionado com o dado oficial e que não mostra a taxa de desemprego”, avaliou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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