POLÍTICA
Antonia Sales cobra solução para BR-364 e critica demora na recuperação da rodovia
POLÍTICA
Durante a sessão desta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), a deputada Antonia Sales (MDB) voltou a usar a tribuna para cobrar providências em relação às condições da BR-364, principal ligação terrestre entre a capital e os municípios do interior do estado.
A parlamentar afirmou que o tema já é recorrente em seus pronunciamentos e relatou a situação crítica enfrentada por quem precisa trafegar pela rodovia, especialmente pelos moradores do Vale do Juruá. Segundo ela, apesar de fiscalizações realizadas por deputados estaduais e da presença de representantes da bancada federal, a obra de recuperação da estrada ainda não apresenta resultados concretos.
“Não é possível que já tivemos fiscalização, fomos em loco ver a situação da BR-364 e até hoje não sabemos o que está acontecendo para que essa obra não seja concluída. Já são três anos nessa situação, mas o sonho do povo do Vale do Juruá por uma estrada em boas condições já passa de 30 anos”, afirmou.
A emedebista também criticou a falta de respostas sobre os recursos destinados à obra e cobrou maior atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização. Antonia Sales mencionou a destinação de cerca de R$ 800 milhões para intervenções na rodovia e questionou a aplicação desses recursos.
“Cadê o Ministério Público Federal? São verbas federais que precisam ser investigadas. É preciso saber quanto já foi investido, quais empresas ganharam as licitações e por que as obras não avançam. Se a empresa não está trabalhando, que seja multada ou substituída”, declarou.
A parlamentar relatou ainda as dificuldades enfrentadas por quem percorre o trajeto, afirmando que recentemente levou mais de 13 horas para completar uma viagem que normalmente dura cerca de 11 horas. Segundo ela, os trechos entre os municípios de Feijó, Manoel Urbano e Sena Madureira estão entre os mais críticos.
A deputada também citou prejuízos enfrentados por motoristas, empresas de transporte e produtores rurais, mencionando casos de ônibus escolares quebrados, caminhões tombados e veículos danificados por causa dos buracos na estrada.
“Quem devolve o prejuízo para quem precisa usar essa estrada? Quem paga as peças do carro que quebram a cada viagem? Nós precisamos nos unir e denunciar essa situação, porque o nosso povo não pode continuar sofrendo desse jeito”, disse.
Ao final, a deputada voltou a defender a união das autoridades políticas do estado para cobrar soluções do governo federal e reforçou a importância da BR-364 para a integração e o desenvolvimento do Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Tanízio Sá manifesta preocupação com suspensão da estrada de Santa Rosa e reforça apoio às comunidades indígenas
Durante a sessão desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) fez um relato sobre a agenda realizada junto à presidente do Deracre, Sula Ximenes, para tratar da recuperação dos ramais em todo o estado e da situação da estrada que liga o município de Santa Rosa do Purus ao restante do Acre.
O parlamentar destacou o esforço do governo estadual para garantir a trafegabilidade nas áreas rurais, por meio de convênios com os municípios, cessão de maquinário e apoio logístico para a reabertura dos ramais. Segundo ele, a pauta também incluiu discussões sobre o projeto da estrada de Santa Rosa, considerada uma das obras mais aguardadas pela população da região.
Tanízio lamentou a suspensão do processo de licitação da estrada após questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federal, que apontou a necessidade de novas audiências públicas e estudos complementares relacionados ao empreendimento.
Mesmo diante das novas exigências, o deputado afirmou que continuará defendendo a obra. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 28 milhões para atender todas as exigências impostas pelos órgãos de controle e viabilizar o projeto.
“O governo colocou essa obra como prioridade. Estamos falando de brasileiros que vivem isolados e que precisam de condições mínimas de deslocamento, acesso à alimentação, combustível, medicamentos e serviços essenciais”, afirmou.
O emedebista demonstrou ainda preocupação com a possibilidade de agravamento do isolamento dos municípios mais distantes do estado, especialmente diante das dificuldades de navegação enfrentadas durante os períodos de estiagem severa.
De acordo com ele, localidades como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter continuam enfrentando grandes desafios de mobilidade, situação que impacta diretamente a qualidade de vida da população.
“Eu respeito o papel dos órgãos de fiscalização e de proteção ambiental, mas acredito que precisamos encontrar um equilíbrio entre a preservação e a garantia da dignidade das pessoas que vivem nessas regiões. A vida humana também precisa estar no centro desse debate”, ressaltou.
Defesa das comunidades indígenas
Durante o pronunciamento, Tanízio Sá também rebateu críticas relacionadas aos investimentos destinados às comunidades indígenas acreanas. O parlamentar destacou que tem destinado recursos para fortalecer a produção, a segurança alimentar e o transporte nas aldeias.
Entre as ações mencionadas estão a destinação de R$ 100 mil para aquisição de pintos destinados à criação de aves em comunidades indígenas, além da entrega de kits de casa de farinha, recursos para compra de canoas de alumínio e a aquisição de duas embarcações avaliadas em aproximadamente R$ 300 mil.
“Os povos indígenas são cidadãos acreanos e brasileiros como qualquer outro. Tenho trabalhado para garantir melhorias e oportunidades para essas comunidades, assim como faço em todas as regiões que represento”, declarou.
Ao encerrar sua fala, o deputado reiterou a necessidade de manter o debate sobre a estrada de Santa Rosa nas próximas legislaturas e defendeu a união das bancadas estadual e federal para viabilizar os recursos necessários à execução do projeto, considerado estratégico para a integração e o desenvolvimento das regiões mais isoladas do Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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