AGRONEGÓCIO
Azeite Mantikir Grapollo, da EPAMIG, é premiado como melhor do Brasil em Paris
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O azeite Mantikir Grapollo, produzido em Maria da Fé (MG), voltou a se destacar internacionalmente ao conquistar o segundo lugar entre os dez melhores azeites do Hemisfério Sul e o título de melhor azeite do Brasil durante o Olio Nuovo Days, realizado em 23 de setembro, em Paris, no Festival Du Monde, promovido pelo jornal francês Le Monde. A vinícola também recebeu a Medalha Premium de Ouro pelo rótulo Mantikir Coratina.
Grapollo: variedade italiana adaptada ao terroir mineiro
A monovarietal Grapollo, de origem italiana, passou por um processo de adaptação à Serra da Mantiqueira. A EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) desenvolveu um clonal exclusivo, ajustado ao terroir de Maria da Fé, onde está o olival da Fazenda Tuiuva, área de manejo e produção da Vinícola Essenza. A variedade foi registrada oficialmente pelo Ministério da Agricultura, garantindo reconhecimento técnico e legitimidade ao trabalho pioneiro da região.
Herbert Sales, produtor de azeites e proprietário da Vinícola Essenza, destaca: “Estar no topo do ranking internacional reforça o trabalho que realizamos no olival mais alto do Brasil, a 1.900 metros de altitude. Essa conquista é resultado de dedicação e de uma produção que respeita o terroir da Mantiqueira.”
Reconhecimento internacional e premiações anteriores
Além do prêmio francês, a Grapollo mineira recebeu o título de melhor azeite do Brasil na ESAO – Escola Superior do Azeite de Oliva da Espanha, referência acadêmica do setor.
O Olio Nuovo Days premia os melhores azeites do Hemisfério Norte no início do ano e do Sul em setembro, reunindo países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e África do Sul. A edição de 2025 contou com a presidência de Eugénie Béziat e o júri liderado por Marcelo Scofano, reunindo chefs com estrelas Michelin e especialistas do setor. No ranking do top 10, o primeiro lugar ficou com a Família Zuccardi (Argentina), e a Vinícola Essenza conquistou o segundo lugar.
Características sensoriais do Mantikir Grapollo
O azeite apresenta acidez de 0,09% em ácido oleico. Na fase olfativa, possui frutado médio e intenso, com notas de folhas de oliveira, tomateira, rúcula, alcachofra, avocado e amêndoa verde. No paladar, evidencia sabor intenso e robusto, com predominância de folhas, ervas, avocado e pimenta verde. O azeite Mantikir Grapollo tem preço médio de R$ 190.
Sustentabilidade e impacto no enoturismo
O olival da Vinícola Essenza, localizado em Maria da Fé, é o mais alto do país e se beneficia do microclima da região. A extração ocorre no lagar de Quelemém (MG), com rigoroso controle de processo para garantir frescor e preservação sensorial.
O reconhecimento internacional também fortalece o enoturismo da Serra da Mantiqueira. A vinícola, em Santo Antônio do Pinhal (SP), oferece experiências enogastronômicas, visitas guiadas e degustações, atraindo turistas interessados na produção de azeites e vinhos.
Herbert Sales ressalta: “Queremos que cada visitante vivencie a história por trás de cada safra e compreenda o esforço necessário para alcançar esse nível de qualidade. Desde 2024, conquistamos mais de 60 medalhas em competições internacionais, consolidando-nos como a vinícola mais premiada do Brasil.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Alta do diesel pressiona custos e deve gerar impacto de R$ 612 milhões na agricultura do RS
A recente alta nos preços do diesel já começa a impactar de forma significativa o agronegócio do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o aumento do combustível deve gerar um custo adicional direto de R$ 612,2 milhões para as principais lavouras do Estado.
O movimento ocorre em um momento estratégico, durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, ampliando a preocupação entre produtores.
Diesel sobe mais de 21% e atinge R$ 7,23 por litro
Entre o final de fevereiro e o início de abril de 2026, o preço médio do diesel S10 no Rio Grande do Sul registrou alta de 21,1%, alcançando R$ 7,23 por litro.
A elevação está diretamente ligada ao cenário internacional, especialmente à escalada dos preços do petróleo. Em menos de dois meses, o barril do tipo Brent saltou de US$ 70,99 para acima de US$ 100, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Conflitos elevam risco energético global
Segundo a Farsul, o atual cenário representa uma reprecificação estrutural do risco energético global. As tensões envolvendo o Irã e a preocupação com a segurança das rotas no Estreito de Ormuz aumentaram os prêmios de risco e os custos logísticos, consolidando um novo patamar de preços para os combustíveis.
Esse ambiente mais volátil tende a manter a pressão sobre os custos de produção no campo.
Arroz é a cultura mais impactada pelo aumento
O levantamento aponta que o impacto do diesel varia conforme a cultura, sendo o arroz a mais sensível ao aumento dos custos.
Para a cultura, o diesel mais caro representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente a uma perda de 2,95 sacos por hectare. Segundo a entidade, o cenário é preocupante, já que os preços atuais do arroz ainda apresentam dificuldade para cobrir os custos operacionais.
Soja concentra maior prejuízo total no Estado
Embora o impacto por hectare seja menor na soja — estimado em R$ 48,74 ou 0,41 sacos por hectare —, a cultura responde pelo maior prejuízo agregado no Estado, devido à sua ampla área cultivada.
A estimativa é de um impacto total de R$ 331,2 milhões apenas para a soja. Em um contexto de margens apertadas e alto nível de endividamento, a perda de produtividade, ainda que pequena, pode comprometer a sustentabilidade financeira de muitos produtores.
Diferença regional amplia pressão sobre produtores
O estudo também destaca uma significativa variação nos preços do diesel dentro do próprio Estado. Em Porto Alegre, o litro é encontrado, em média, a R$ 7,05, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95.
A diferença de R$ 0,90 por litro evidencia desigualdades regionais que impactam diretamente os custos de produção, tornando a pressão financeira ainda mais intensa dependendo da localização do produtor.
Cenário exige atenção na gestão de custos
Diante desse contexto, a alta do diesel reforça a necessidade de maior atenção à gestão de custos no campo. O aumento das despesas operacionais, somado a margens já reduzidas em algumas culturas, pode influenciar decisões de plantio e investimentos nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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