AGRONEGÓCIO
Torrefação do Ano Brasil 2025 aposta em embalagens sustentáveis para valorizar cafés especiais
AGRONEGÓCIO
A Torrefação do Ano Brasil 2025, uma das principais competições de torra de cafés do mundo, adotará embalagens sustentáveis produzidas pela Packster. O campeonato, promovido pela Atilla Torradores, terá sua etapa final entre os dias 5 e 7 de novembro, durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.
Personalização e sustentabilidade em destaque
Nesta edição, os competidores receberão embalagens recicláveis e personalizadas contendo dois cafés crus da Fazenda Santa Cruz, que deverão ser torrados utilizando os próprios equipamentos dos participantes. Depois da torra, os cafés serão enviados nas embalagens ecológicas para avaliação dos juízes. A cerimônia de premiação está marcada para 7 de novembro.
Segundo a diretora de marketing da Atilla Torradores, Séfora de Paula, a escolha da Packster reforça o compromisso com qualidade, sustentabilidade e transparência:
“Escolhemos a Packster porque primam pela qualidade do produto, profissionalismo no atendimento e preocupação com a sustentabilidade ambiental.”
Redução de desperdício e inovação no setor
A Packster adota práticas eco-friendly e oferece embalagens recicláveis e compostáveis, personalizáveis conforme a necessidade de cada cliente. O CEO da empresa, Jack Strimber, destaca a possibilidade de imprimir diferentes artes no mesmo pedido e adquirir apenas a quantidade necessária, contribuindo para redução de desperdício e fortalecimento da reciclagem no país.
Embalagem como diferencial sensorial e visual
Para ambos os organizadores, a embalagem influencia diretamente na experiência do consumidor, especialmente no mercado de cafés especiais. Segundo Séfora, além de preservar as características sensoriais do café, a embalagem deve proteger o grão da oxidação:
“O café torrado pode ter seu sabor prejudicado se a embalagem não possuir uma válvula de alta qualidade, que evite a entrada de oxigênio.”
Jack reforça que a combinação de qualidade, sustentabilidade, tecnologia e personalização permite comunicar valor, proteger o produto e respeitar o meio ambiente simultaneamente.
Design das embalagens valoriza a cultura do café
O design das embalagens foi criado por Isabella de Menezes, designer e fundadora da Tropicolor Design. O conceito gráfico busca traduzir tradição, cuidado e riqueza cultural do café.
A embalagem vermelha, que remete à cor institucional da Atilla Torradores, transmite força e intensidade, enquanto a amarela simboliza excelência e ouro, refletindo também a coloração natural dos grãos. Isabella explica a narrativa visual:
“O competidor recebe os grãos crus como um tesouro, que será ‘lapidado’ até que o melhor café seja revelado, e o campeão consagrado.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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