AGRONEGÓCIO
Paraná lidera o plantio mais rápido de soja da história no Brasil
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O plantio da safra 2025/26 de soja avançou rapidamente e atingiu 9% da área estimada no Brasil até a última quinta-feira (2), segundo levantamento da AgRural. O índice supera os 3% registrados na semana anterior e os 4% observados no mesmo período do ano passado, configurando o segundo maior ritmo da série histórica iniciada em 2008/09.
O destaque fica para o Paraná, que apresenta o plantio mais rápido de sua história, impulsionando o desempenho nacional. O avanço reflete a agilidade dos produtores e as condições favoráveis de solo registradas nas primeiras semanas da temporada.
Mato Grosso mantém bom ritmo, mas enfrenta irregularidade na umidade do solo
Mesmo com chuvas mais escassas e altas temperaturas na semana passada, o Mato Grosso também mostrou progresso na semeadura. Ainda assim, o avanço não foi tão expressivo quanto o do Paraná, devido à irregularidade na umidade do solo em algumas regiões.
A AgRural alerta que, caso não ocorram volumes significativos de chuva nesta semana, o ritmo do plantio mato-grossense pode desacelerar. Além disso, produtores demonstram preocupação com possíveis falhas de germinação, o que pode comprometer parte das lavouras caso o solo não mantenha a umidade necessária.
Milho verão também apresenta avanço expressivo
A semeadura do milho verão 2025/26 segue em ritmo acelerado. Até o dia 2 de outubro, 40% da área estimada no Centro-Sul do país já havia sido plantada, frente a 32% na semana anterior e 37% no mesmo período do ano passado.
O resultado representa o maior índice para a data desde a safra 2012/13, quando a AgRural iniciou o monitoramento semanal do plantio do cereal. As condições climáticas favoráveis continuam beneficiando tanto a semeadura quanto o desenvolvimento inicial das lavouras, especialmente nos estados do Sul, que concentram a maior parte dos trabalhos neste início de outubro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo
Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.
A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.
No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.
A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.
A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.
O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.
No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.
Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org
A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.
recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.
Fonte: Pensar Agro
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