RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso registra recorde histórico no abate de novilhos, mas preço do boi gordo segue estável

Publicados

AGRONEGÓCIO

O abate de novilhos em Mato Grosso alcançou um marco histórico em setembro de 2025, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o boletim semanal divulgado nesta segunda-feira (6), a participação de novilhos no total de machos abatidos foi a maior já registrada na série histórica do estado.

Ao todo, foram abatidas 656,31 mil cabeças de bovinos, número que representa uma leve retração de 0,67% em relação a agosto. Mesmo com a redução, o volume de machos abatidos atingiu 55,97% do total, o maior percentual em 11 meses. Esse resultado corresponde a 367,37 mil machos, o terceiro maior volume histórico.

Novilhos jovens dominam o abate no estado

Entre os machos abatidos, os novilhos de 12 a 24 meses tiveram participação expressiva, somando 219,78 mil cabeças, ou 59,83% do total. Esse desempenho é o segundo maior volume da série histórica, refletindo a intensificação do confinamento e a maior oferta de animais jovens prontos para o abate.

Conforme destacou o Imea, “esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, o que ampliou a oferta estadual”.

Leia Também:  Safra 2026/27 de cana deve ampliar oferta de açúcar e fortalecer avanço do etanol no Brasil
Preço do boi gordo permanece estável com apoio das exportações

Mesmo com o avanço no número de abates, os preços do boi gordo permaneceram estáveis no mercado mato-grossense. A sustentação das cotações é explicada principalmente pela demanda externa aquecida, que tem absorvido parte significativa da produção local.

Para o quarto trimestre de 2025, o Imea projeta manutenção dos preços, mas alerta que o ritmo elevado de abate de machos jovens pode reduzir a oferta no médio prazo, criando um cenário de possível alta nas cotações futuramente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre

Publicados

em

Por

As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.

No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.

Embarques crescem mais de 32% em um ano

De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.

O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.

O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.

Leia Também:  Safra 2026/27 de cana deve ampliar oferta de açúcar e fortalecer avanço do etanol no Brasil
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico

O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.

Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.

Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.

China responde por mais de 60% das compras

A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.

O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.

A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.

Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações

Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.

Leia Também:  Safra recorde: Brasil colhe mais de 178 milhões de toneladas de soja e reforça liderança global

Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.

Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.

Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção

O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.

Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.

Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA