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Masterclasses de azeites extravirgens mostram aromas e sabores a varejo e food services gaúchos

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Experiência sensorial e mercado de azeites extravirgens

As atividades ocorreram no Olivas no Cais e na sede da Fecomércio RS, entre os dias 3 e 5 de outubro, no Cais Embarcadero. O objetivo foi capacitar representantes do varejo e food services a identificar diferenças entre azeites extravirgens genuínos e produtos de qualidade inferior, além de abordar o uso correto, valor agregado e potencial comercial do produto.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, ressaltou a importância do evento e do esforço do setor para inserir o Brasil no COI. “Existe o desejo do Conselho, do Ministério da Agricultura e dos produtores de que o Brasil faça parte do COI, e vamos seguir trabalhando juntos nesse sentido”, afirmou.

Ações do Ministério da Agricultura contra fraudes

A primeira palestra foi conduzida por Helena Pan Rugeri, Coordenadora-Geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura. Ela destacou o trabalho do órgão no combate à fraude de azeites no Brasil.

“Não há como sobreviver em um mundo sem produtos genuínos. Promover o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas é uma necessidade”, afirmou Rugeri.

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Crescimento global e estrutura do COI

O diretor-executivo adjunto do COI, Abderrraouf Laajimi, apresentou a estrutura do conselho, que engloba 47 países, com 21 nações responsáveis por 95% da produção global de azeite.

Segundo Laajimi, o consumo mundial de azeite dobrou nos últimos 35 anos. Os Estados Unidos são o maior importador, com 35% das compras externas, seguido pelo Brasil, com 8%. Portugal, Espanha, Argentina e Itália lideram a exportação para o mercado brasileiro.

“O azeite extravirgem é um produto versátil, com muitas qualidades. Por isso, é fundamental saber identificar suas características reais”, explicou. Laajimi também ressaltou a importância da tecnologia e inovação na produção, assim como a necessidade de enfrentar mudanças climáticas por meio de novas variedades e técnicas de cultivo.

Avaliação sensorial e logística do azeite

As pesquisadoras Susana Mattar, da Universidad Católica de Cuyo (Argentina), e Ana Cláudia Ellis, da Universidad de la República (Uruguai), abordaram aspectos sensoriais e logísticos do azeite extravirgem, desde a produção até o ponto de venda.

Os participantes puderam realizar degustações de olfato e sabor, conhecendo na prática as diferenças entre azeites de alta e baixa qualidade.

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Varejistas e food services ampliam conhecimento

Segundo Flávio Obino Filho, as masterclasses foram positivas para o setor.

“No Masterclass Varejo reunimos os principais players do estado. Grandes supermercados puderam diferenciar azeite extravirgem de azeite virgem ou sem qualidade, entendendo melhor o mercado e o papel do supermercadista ao oferecer produtos de qualidade ao consumidor”, destacou.

Degustação de azeites premiados e próximos passos

O evento foi finalizado com a degustação de 15 marcas premiadas no concurso internacional Mario Solinas, referência mundial em azeites extravirgens.

Sobre a entrada do Brasil no COI, Obino Filho reforçou que o processo segue em andamento: “Nós vamos fazer todo o esforço possível, com articulação junto ao governo federal e deputados, para viabilizar esse ingresso”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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