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Controle de lagartas é prioridade para manter produtividade da safra de soja 2025/2026

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Com o fim do vazio sanitário, os produtores brasileiros iniciam o plantio da safra 2025/2026 de soja, que promete ser histórica. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional deve atingir 175 milhões de toneladas, superando em mais de 5 milhões de toneladas o ciclo anterior.

Para atingir esse potencial, especialistas destacam a importância do controle de pragas, especialmente lagartas como a Spodoptera frugiperda, que podem comprometer significativamente a produtividade e a rentabilidade da cultura.

Crescimento do uso de defensivos na soja

Dados da Kynetec Brasil indicam que a aplicação de produtos para controle de insetos já atinge aproximadamente 42 milhões de hectares, representando um aumento de 20 pontos percentuais em relação à safra anterior, alcançando 74% da área cultivada.

Carlos Melo, gerente de inseticidas da UPL Brasil, explica:

“A Spodoptera frugiperda se consolidou como uma das maiores ameaças à rentabilidade da soja. Sua rápida proliferação e capacidade de adaptação causam danos às folhas e estruturas reprodutivas, reduzindo área foliar, flores e vagens. Sem manejo adequado, os impactos podem gerar perdas significativas de produtividade e qualidade, afetando diretamente o retorno econômico do produtor”.

Impactos das lagartas na lavoura

As lagartas se alimentam das folhas da soja, reduzindo a área foliar e comprometendo a fotossíntese, o que prejudica o desenvolvimento da planta. Em infestações graves, a produtividade da lavoura pode ser seriamente afetada.

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Inovação no controle de pragas: inseticida Propose

Após anos de pesquisas, a UPL Brasil lançou o Propose, um inseticida inovador que combina dois ativos de referência no controle de lagartas. O produto oferece ação imediata e residual em uma única aplicação, alcançando até as partes mais novas e inferiores das folhas.

O Propose possui registro para diversas culturas, incluindo milho, algodão e milheto, e é eficaz contra Spodoptera frugiperda, lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens), lagarta-do-cartucho e ácaro-rajado (Tetranychus urticae), além de tripes (Frankliniella schultzei). O produto pode ser aplicado tanto por via terrestre quanto aérea, inclusive com drones, respeitando as normas locais.

Rogério Castro, CEO da UPL Brasil, destaca:

“Propose é um dos dez lançamentos da UPL neste exercício fiscal. Nosso compromisso é ampliar o portfólio de inovações para transformar o agro, oferecendo soluções que aumentem a eficiência do manejo e a segurança do produtor. Trata-se de uma ferramenta estratégica para o manejo da resistência das pragas e o sucesso da soja”.

Sustentabilidade e eficiência no manejo de pragas

A adoção de tecnologias como o Propose contribui para o manejo sustentável das lavouras, garantindo maior produtividade, proteção da planta e retorno econômico aos produtores, alinhando eficiência agrícola com preservação ambiental.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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