AGRONEGÓCIO
Agrodefesa alerta para riscos da brucelose e reforça consumo seguro de leite e derivados em Goiás
AGRONEGÓCIO
A brucelose, doença infecciosa transmitida de animais para humanos, continua representando um risco à saúde pública, principalmente pelo consumo de leite cru e derivados sem inspeção. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) reforçam a importância de adquirir produtos apenas com selo oficial de inspeção, garantindo segurança alimentar.
Nem todo leite “fresco” é seguro: queijos e derivados sem registro sanitário podem ser fontes de contaminação. O consumo desses produtos pode provocar sintomas em humanos, como febre prolongada, fraqueza, dores articulares, suores noturnos e perda de apetite, muitas vezes confundidos com doenças comuns como gripe ou dengue.
Controle da doença começa no campo
O combate à brucelose envolve ações em toda a cadeia produtiva. No campo, a Agrodefesa realiza:
- Registro e monitoramento dos rebanhos;
- Orientação técnica aos produtores;
- Fiscalização da vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a vacinação é a principal barreira contra a doença. Animais positivos precisam ser eliminados, protegendo a saúde do rebanho e o investimento do produtor, além de garantir a segurança alimentar da população.
Inspeção rigorosa em laticínios e produtos artesanais
A Agrodefesa mantém rigor na inspeção industrial e sanitária, garantindo que leite e derivados cheguem ao consumidor livres de riscos:
- Certificação de estabelecimentos com selo de inspeção;
- Verificação de boas práticas de fabricação;
- Garantia de matéria-prima proveniente de animais sadios;
- Controle de rastreabilidade em produtos artesanais feitos com leite cru.
O gerente de Inspeção da Agrodefesa, Paulo Viana, alerta: “Produtos sem registro podem esconder perigos invisíveis. O consumidor deve sempre optar por alimentos fiscalizados e com selo oficial.”
Prevenção e cuidados para consumidores
A brucelose pode ser adquirida por:
- Consumo de leite cru, queijos e derivados sem inspeção;
- Contato direto com secreções de animais infectados, como sangue ou placenta.
O coordenador de Zoonoses da SES-GO, Fabrício Augusto de Sousa, recomenda medidas simples de prevenção:
- Beber somente leite pasteurizado;
- Consumir derivados com selo de inspeção;
- Usar luvas e máscaras ao lidar com animais;
- Procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.
Embora mais frequente em áreas rurais, a doença também ameaça consumidores em feiras, mercados e pontos de venda informais, onde produtos sem registro podem circular.
Casos em Goiás e importância da conscientização
Dados da SES-GO mostram que em 2024 foram notificados 34 casos de brucelose em humanos no estado. De janeiro a setembro de 2025, já foram contabilizados 24 casos. Muitos outros podem não ser diagnosticados, reforçando a necessidade de atenção e prevenção em toda a população, tanto no campo quanto nas cidades.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne
O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.
O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.
Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil
Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.
De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.
“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.
A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.
“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.
MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições
Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.
A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.
No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.
Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate
Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.
As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.
Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.
“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.
Competitividade da carne brasileira pode ser impactada
O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.
No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.
Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.
Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta
O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.
A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.
Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
ACRE7 dias atrásSíndromes respiratórias: quando a criança deve ou não ir à escola? Pediatra orienta pais sobre os sinais de alerta
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásGreening: fiscalização reforçada protege liderança do Brasil no mercado mundial de suco de laranja
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásCopa Rio Branco de Futebol Amador 2026 terá abertura oficial no Estádio Tonicão
-
FAMOSOS7 dias atrásMari Gonzalez exibe etapa do congelamento de óvulos com ajuda de Pipo Marques
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásRio Branco avança na gestão de resíduos orgânicos com apoio de consultoria nacional
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura fortalece rede de apoio à amamentação e contribui para salvar vidas de recém-nascidos
-
ACRE7 dias atrásGovernadora Mailza reforça ações de infraestrutura e integração com prefeitos e lideranças acreanas
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco encerra Semana do Meio Ambiente com ações de educação ambiental, adoção de pets e revitalização de espaço educativo

