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Senado premia governadores por avanços na alfabetização infantil

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A alfabetização infantil, vista como um dos maiores desafios da educação brasileira, foi o tema da sessão solene promovida pelo Senado nesta segunda-feira (13). Durante a cerimônia, a Casa entregou a cinco governadores a Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa.

Esta é a primeira edição dessa premiação, que foi criada pela Resolução 8, de 2025, a partir de proposta do senador Cid Gomes (PSB-CE).

A honraria reconhece governadores que se destacaram na implementação de políticas públicas voltadas à alfabetização infantil. Cid Gomes ressaltou que a premiação é uma forma de incentivo e de valorização de boas práticas no âmbito dessas políticas.

— A única maneira de oferecer oportunidades iguais é garantir uma educação pública de qualidade. Alfabetizar as crianças na idade certa é um dever do poder público e um passo essencial para reduzir desigualdades — declarou ele. 

Os premiados desta primeira edição foram os governadores Clécio Luís (Amapá), Elmano de Freitas (Ceará), Mauro Mendes (Mato Grosso), Raquel Lyra (Pernambuco) e Romeu Zema (Minas Gerais). 

Além de um diploma, cada governador recebeu um troféu confeccionado pelos artistas cearenses Narcélio Grud e Zé Tarcísio.

Todos os cinco governadores estiveram presentes, à exceção de Romeu Zema, que foi representado pelo secretário de educação de Minas Gerais, Rossieli Soares.

Reconhecimento 

Durante a sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reiterou que ensinar todas as crianças a ler e escrever é fundamental. 

— Nada é mais importante do que garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação rica, inclusiva e democrática. Hoje o Senado celebra os estados que alcançaram os melhores resultados no Índice Estado Alfabetizador das Crianças na Idade Certa [IEA] — disse Davi.

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Também presente na cerimônia, o ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou que essa premiação é um reconhecimento aos gestores que tratam a alfabetização como prioridade de governo.

— É impossível pensar o país sem garantir que nossas crianças aprendam a ler e escrever no tempo certo. Quando isso não acontece, compromete-se todo o percurso escolar, aumenta-se a evasão e o abandono. A alfabetização é o primeiro passo para a cidadania plena — salientou o ministro.

Projeto de país

Para a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, a solenidade reforça a importância da educação como base de um projeto de país.  

— Como é bom celebrar conquistas que nascem da educação. Essa comenda representa a crença de que o Brasil só cresce quando não deixa ninguém para trás. A igualdade que tanto buscamos começa na sala de aula — frisou ela. 

A presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado (CE), Teresa Leitão (PT-PE), também sublinhou o caráter transformador da alfabetização. 

— Ler e escrever é mais do que decodificar palavras: é ler o mundo e nele se situar como sujeito transformador. Que um dia não seja mais preciso alfabetizar jovens e adultos, porque todos já terão tido esse direito garantido na infância — destacou a senadora. 

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A comenda

A Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa será concedida anualmente pelo Senado em parceria com o Ministério da Educação, a Fundação Roberto Marinho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e organizações do terceiro setor.

O processo de avaliação leva em conta critérios como o desempenho no Índice Criança Alfabetizada (ICA), a equidade racial e socioeconômica, a formação continuada de professores e o engajamento dos estados em ações colaborativas de alfabetização.

Quando propôs a criação da comenda (por meio do PRS 10/2025), o senador Cid Gomes lembrou que, apesar dos avanços registrados na educação brasileira, ainda se observam lacunas no que se refere às habilidades de leitura e escrita.

“Esse fenômeno é descrito por especialistas como analfabetismo escolar, situação em que as crianças progridem formalmente no 1º e 2º anos do ensino fundamental sem, no entanto, consolidar os fundamentos básicos da alfabetização. O quadro é corroborado por diversos indicadores nacionais que, há anos, apontam taxas elevadas de crianças que concluem o ciclo inicial sem dominar adequadamente o código escrito”, observou ele.

Nesse contexto, argumentou Cid, a premiação é “um estímulo relevante ao fortalecimento de ações voltadas a garantir que as crianças desenvolvam, já nos primeiros anos do ensino fundamental, as competências fundamentais de leitura e escrita”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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