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Cenoura híbrida Solar F1 transforma desafios do verão em oportunidades para produtores brasileiros

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Produzir cenouras durante o verão brasileiro é um desafio que exige mais do que experiência: requer materiais preparados para enfrentar calor intenso, chuvas frequentes e alta incidência de patógenos. Nos últimos anos, o desenvolvimento de híbridos mais resistentes tornou-se a principal estratégia dos agricultores para manter produtividade e qualidade em cenários adversos.

Segundo Samuel Sant’Anna, especialista em Bulbos e Raízes, “o verão impõe limites ao cultivo, portanto, sem materiais adaptados, o risco de perdas é elevado, porque as doenças foliares se espalham rapidamente em ambientes quentes e úmidos”.

Solar F1: resistência ao complexo de queima-de-folhas

Entre os híbridos que se destacam nesse contexto está a cenoura Solar F1, da TSV Sementes, desenvolvida com resistência ao complexo de queima-de-folhas — formado por Alternarias, Cercosporas e Xanthomonas. Essas doenças são algumas das principais responsáveis por comprometer lavouras inteiras durante os meses de maior precipitação e calor.

“O agricultor precisa de um híbrido estável, mesmo quando a pressão de patógenos aumenta, e a Solar vem entregando essa segurança no campo”, afirma Sant’Anna.

Qualidade de raiz e padronização para o mercado

Além da resistência, a Solar F1 apresenta raízes cilíndricas, inserção de folhas reduzida e excelente fechamento de ponta e ombro, garantindo uniformidade e visual atrativo. Segundo o especialista, “uniformidade e coloração intensa são cada vez mais exigidas pelo mercado, permitindo ao produtor agregar valor ao produto e conquistar mais compradores”.

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Precocidade e mecanização favorecem eficiência

O híbrido atinge o ponto de colheita entre 90 e 100 dias, permitindo maior agilidade no planejamento agrícola. Essa característica facilita o uso da colheita mecanizada, prática que cresce no cultivo de cenoura no Brasil. Sant’Anna destaca que “materiais adaptados à mecanização aumentam a eficiência e reduzem a dependência de mão de obra, hoje escassa, aumentando a lucratividade do produtor”.

Versatilidade para diferentes regiões do país

A Solar F1 é cultivada em diversos estados, do Rio Grande do Sul ao Nordeste, sempre respeitando as janelas ideais de plantio. A adaptação a realidades tão distintas reforça a confiança dos produtores no material, que oferece robustez, produtividade e qualidade consistentes.

“O segredo da Solar está no equilíbrio entre adaptação, robustez e qualidade. Não basta produzir mais, é preciso garantir uma raiz que atenda às exigências do mercado e traga tranquilidade ao agricultor. É essa combinação que explica o sucesso da cenoura Solar nos cultivos de verão”, conclui Sant’Anna.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo torna voluntária certificação de armazéns e abre caminho para ampliar capacidade de armazenamento no Brasil

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A publicação da Lei nº 15.429/2026, no Diário Oficial da União, marca uma importante mudança para o setor de armazenagem agrícola brasileiro. A nova legislação estabelece que a certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários passa a ser facultativa, eliminando a obrigatoriedade que vigorava desde a criação da Lei nº 9.973/2000.

A medida deve ampliar significativamente o número de armazéns aptos a operar no país e fortalecer a rede credenciada da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), contribuindo para reduzir um dos principais gargalos logísticos do agronegócio nacional: a insuficiência da capacidade de armazenamento.

Mudança amplia oportunidades para armazéns privados

Com a nova regra, a Conab poderá credenciar unidades armazenadoras que anteriormente ficavam impedidas de operar junto à companhia por não possuírem certificação regular. A alteração beneficia especialmente os armazéns privados, que representam a maior parte da infraestrutura de armazenagem existente no país.

Segundo a legislação, a certificação deixa de ser requisito obrigatório para funcionamento, desde que os empreendimentos cumpram as demais exigências legais, documentais, sanitárias e operacionais previstas pelos órgãos fiscalizadores.

A expectativa é que a medida permita a regularização de milhares de estruturas atualmente fora do sistema de credenciamento oficial, ampliando a capacidade disponível para estocagem da produção agropecuária.

Apenas 17% dos armazéns possuem certificação

Dados do setor mostram que pouco mais de 17% dos armazéns brasileiros possuem certificação atualmente. Na prática, isso significa que cerca de 83% das unidades existentes no país não estavam aptas a atender determinadas exigências relacionadas ao credenciamento junto à Conab.

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Para o diretor de Operações e Abastecimento da companhia, Arnoldo de Campos, a nova legislação reduz entraves burocráticos e cria condições mais favoráveis para investimentos na infraestrutura logística do agronegócio.

De acordo com ele, a obrigatoriedade da certificação gerava custos adicionais para adequações que, em muitos casos, já eram contempladas por outras legislações e mecanismos de controle existentes no país.

Déficit de armazenagem supera 130 milhões de toneladas

A flexibilização ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta um expressivo déficit de armazenagem. Nas últimas décadas, a produção agropecuária avançou em ritmo muito superior ao crescimento da infraestrutura destinada ao armazenamento.

Levantamentos da Conab apontam que, nos últimos dez anos, a produção de grãos cresceu em média 6,72% ao ano, enquanto a capacidade estática de armazenagem avançou apenas 2,38% no mesmo período.

Atualmente, o país possui capacidade para armazenar entre 60% e 63% da produção anual de grãos, acumulando um déficit superior a 130 milhões de toneladas. O cenário é considerado um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Custos operacionais devem ser reduzidos

Outro impacto esperado da nova legislação é a redução dos custos operacionais para empresas do segmento.

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Até então, a certificação obrigatória era realizada por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), exigindo investimentos adicionais das unidades armazenadoras.

Com a mudança, a certificação continuará disponível para empresas que desejarem utilizá-la como diferencial competitivo ou atender demandas específicas de mercado, mas sua adoção passa a ser uma decisão estratégica de cada empreendimento.

Segurança e qualidade dos produtos continuam garantidas

A nova legislação não altera os mecanismos de fiscalização sanitária, controle de qualidade ou rastreabilidade dos produtos armazenados.

A segurança dos alimentos continuará sendo assegurada por normas do Ministério da Agricultura e Pecuária, regulamentos operacionais da Conab, auditorias setoriais, exigências ambientais e protocolos de boas práticas de armazenagem.

Além disso, a alteração não interfere nas exportações brasileiras. Os requisitos sanitários e fitossanitários exigidos pelos mercados internacionais permanecem válidos e independentes da certificação das unidades armazenadoras.

Modernização fortalece logística do agronegócio

A avaliação do setor é que a nova legislação representa um passo importante para modernizar o ambiente regulatório da armazenagem agrícola no Brasil.

Ao ampliar a rede de armazéns aptos a operar e reduzir barreiras burocráticas, a medida pode estimular investimentos privados, melhorar a logística de escoamento das safras e contribuir para diminuir o histórico déficit de armazenagem que acompanha o crescimento da produção agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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