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Frente Ambientalista entrega propostas da Câmara para a COP30 e defende avanços em políticas climáticas

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A Frente Parlamentar Ambientalista entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o documento “O legado urgente que o Legislativo precisa deixar para o Brasil na COP30”. O texto lista sete propostas prioritárias para o enfrentamento da crise climática e o reforço da proteção ambiental, como explicou o coordenador da frente, deputado Nilto Tatto (PT-SP).

“É uma agenda com o presidente Hugo Motta para apresentar o que a Câmara está fazendo e o que o Parlamento pode mostrar na COP30”, afirmou Tatto.

Entre as propostas estão a inclusão do acesso à água potável entre os direitos fundamentais garantidos pela Constituição e projetos de lei sobre proteção dos rios, economia circular e gestão ambiental de terras indígenas (veja lista abaixo).

O texto também pede prioridade para o Pacto Nacional pela Restauração da Natureza e dos Biomas do Brasil e para a ratificação do Acordo de Escazú, que trata da proteção de defensores ambientais.

A frente destaca o papel do Congresso Nacional no protagonismo do Brasil em temas como transição energética, justiça climática e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Eventos
A programação dos Pavilhões do Brasil na COP30, em Belém (PA), prevê dois eventos com participação da Câmara dos Deputados:

  • 13 de novembro, na Zona Azul (área de negociadores oficiais): painel “O papel do Parlamento na agenda de implementação das NDCs”;
  • 15 de novembro, na Zona Verde (aberta à sociedade civil): debate “Parlamento como vetor da ação climática: avanços e desafios das políticas climáticas no Brasil”.
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O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) destacou a mobilização parlamentar para participar dos eventos oficiais e paralelos da conferência. “Haverá um encontro de parlamentares de vários países para discutir temas centrais e formular posições conjuntas. Essa troca entre as discussões oficiais e os movimentos da sociedade civil é essencial”, disse.

A deputada Duda Salabert (PDT-MG), presidente da Subcomissão Especial da COP30, e o deputado Ivan Valente (Psol-SP) também participaram da entrega do documento.

Em 30 de outubro, os parlamentares vão lançar o “Documento de Posicionamento da Frente Ambientalista para a COP30”, elaborado com apoio de especialistas e organizações da sociedade civil. O objetivo é fortalecer o debate sobre a nova meta brasileira de reduzir entre 59% e 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035 e consolidar a agenda ambiental legislativa.

Prioridades
Propostas prioritárias para enfrentamento da crise climática:

  • PEC 6/21 – PEC da Água: inclui o acesso à água potável entre os direitos fundamentais da Constituição Federal.
  • MSC 209/23 – Acordo de Escazú: fortalece a transparência, a participação social e a proteção aos defensores ambientais.
  • PL 4347/21 – Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI): garante a proteção e o uso sustentável dos territórios indígenas.
  • PL 131/20 – Reconhecimento dos Territórios de Comunidades Tradicionais Pesqueiras: assegura os direitos e a preservação cultural das comunidades pesqueiras.
  • PLP 120/24 – Pacto Nacional pela Restauração da Natureza e dos Biomas do Brasil: estabelece metas de restauração ecológica e proteção à biodiversidade.
  • PL 2842/24 – Política Nacional de Proteção de Rios: cria o Sistema Nacional de Rios de Proteção Permanente, reconhecendo o papel essencial dos rios para a vida.
  • PL 1874/22 – Política Nacional de Economia Circular: incentiva a transição ecológica da indústria e do setor produtivo.
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Veja como os deputados pretendem contribuir com os debates da COP30

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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