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Paraná lidera produção de camomila e movimenta R$ 15 milhões no setor agrícola

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Camomila: Paraná reafirma liderança nacional

O Paraná consolida sua posição de liderança na produção de camomila, com 1,1 mil toneladas colhidas em 2,3 mil hectares, gerando R$ 15 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024. Em 2017, o Estado já representava 79,5% da produção nacional da planta medicinal.

Segundo o Boletim Conjuntural da Agropecuária, divulgado pelo Deral nesta quinta-feira (23), a produção está concentrada principalmente em Mandirituba, São José dos Pinhais e Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, que juntos respondem por mais de 70% do total estadual. A atividade é dominada por pequenos produtores, com colheita concluída para a safra 2025 e comercialização contínua ao longo do ano, atendendo à indústria e exportação.

Apesar da escala relativamente modesta em comparação a outras cadeias do agronegócio, a camomila se mostra potência econômica local, com forte presença da agricultura familiar e alto potencial de agregação de valor.

Soja e milho avançam no campo

O boletim também destaca o bom desempenho das principais culturas do Paraná:

  • Soja 2025/26: plantio atingiu 52% da área prevista de 5,77 milhões de hectares, impulsionado pelas chuvas recentes.
  • Milho (primeira safra): praticamente concluído, com 94% da área de 333 mil hectares semeada, apresentando boas condições das lavouras.
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Fruticultura diversificada e lucrativa

A fruticultura paranaense se destaca pela diversidade e geração de renda. Em 2024, o setor movimentou R$ 3,9 bilhões em VBP, com 1,3 milhão de toneladas colhidas em 53,8 mil hectares.

A citricultura lidera, representando mais da metade da área e da produção e 39% do valor total da fruticultura estadual.

Laranja, morango, uva, goiaba e banana concentraram mais de 70% do VBP estadual do setor.

Erva-mate mantém importância regional

Outro destaque é a erva-mate, com R$ 1,2 bilhão em VBP em 2024, equivalente a 0,67% da agricultura estadual, mas com forte presença no Sul do Estado:

  • Cruz Machado: cultivo representa 25% da riqueza agrícola local.
  • São Mateus do Sul e Bituruna: cerca de 18% da economia agrícola.

O Deral ressalta o peso cultural e histórico da erva-mate, ligada à agricultura familiar e à identidade regional.

Suinocultura: custo competitivo e mercado estável

Na suinocultura, o custo médio de produção subiu 0,7% em setembro, chegando a R$ 5,77 por quilo vivo, segundo a Embrapa Suínos e Aves. Mesmo com a alta, o Paraná mantém o segundo menor custo entre os principais estados produtores, reforçando a competitividade do setor.

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Carne bovina: recorde de exportações

O mercado de carne bovina no Paraná registrou recorde de exportações em setembro, com 348 mil toneladas embarcadas, 15% acima do acumulado de 2024, impulsionado principalmente pela demanda da China e Hong Kong. A expectativa é que as festas de fim de ano sustentem o consumo interno e os preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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