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Preparativos para a Safra 2025/26 de Uvas no Sul do Brasil Avançam no Paraná

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Viticultores do Paraná seguem intensificando os preparativos para a safra 2025/26 de uvas de mesa. De acordo com colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, em Marialva, a maior parte das parreiras está entre o final da florada e o início do enchimento das bagas, etapa que marca a reta final do ciclo produtivo.

Algumas áreas passaram por repoda devido ao baixo número de cachos, consequência das temperaturas mais frias registradas durante o inverno, no período de brotação.

Impacto do Clima no Desenvolvimento das Uvas

O clima mais seco observado em setembro limitou o crescimento das plantas. No entanto, as chuvas registradas no início de outubro favoreceram a retomada do desenvolvimento. Produtores ressaltam, porém, a necessidade de volumes adicionais de precipitação para garantir o bom andamento da fase final do ciclo.

A previsão é de que a colheita se inicie entre o final de novembro e o começo de dezembro, concentrando o maior volume de produção no mês de dezembro.

Desafios para a Temporada 2025/26

Entre as preocupações da próxima safra estão a escassez de mão de obra na região e a deriva de herbicidas. Produtores reforçam a importância de intensificar a fiscalização e o controle do uso de herbicidas hormonais, medida essencial para preservar a produtividade e a qualidade das uvas ao longo da temporada.

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Manejo e Expectativas de Produção

Até o momento, o manejo das áreas tem sido considerado satisfatório, com registros reduzidos de pragas e doenças, resultado das condições climáticas favoráveis e da condução técnica adequada.

Embora se espere um volume de safra mediano, a perspectiva de preços mais elevados pode garantir bons resultados financeiros aos viticultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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