AGRONEGÓCIO
Chuvas irregulares no Cerrado freiam o plantio da soja e preocupam produtores, aponta AgRural
AGRONEGÓCIO
O ritmo do plantio da safra 2025/26 de soja perdeu força na última semana devido à escassez e à irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras do país. Segundo levantamento da AgRural, divulgado nesta segunda-feira (3), 47% da área nacional estimada para o cultivo já havia sido semeada até quinta-feira (30).
O resultado representa um avanço em relação aos 36% registrados na semana anterior, mas ainda está abaixo dos 54% observados no mesmo período do ano passado, sinalizando atraso em relação ao ritmo histórico da temporada.
Cerrado é o principal ponto de alerta
Embora o excesso de umidade atrase o trabalho das máquinas em partes do Sul do Brasil, a maior preocupação está concentrada no Cerrado, onde o clima quente e seco tem comprometido o andamento do plantio.
Os casos de replantio ainda são pontuais, mas a consultoria alerta que o número pode crescer caso as chuvas continuem irregulares nos próximos dias.
Entre as áreas mais afetadas estão Mato Grosso e Matopiba (conjunto formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), mas o destaque negativo fica com Goiás, que apresenta o plantio mais lento desde a safra 2017/18, de acordo com a AgRural.
Milho verão também sente os efeitos do clima
O plantio do milho de verão 2025/26 também foi impactado pelas condições climáticas. Até o dia 30 de outubro, 60% da área estimada no Centro-Sul do Brasil havia sido semeada, contra 55% na semana anterior e 59% no mesmo período de 2024, segundo os dados da AgRural.
A baixa umidade do solo em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo limitou o avanço das plantadeiras. Já no Rio Grande do Sul, o cenário é oposto: o excesso de umidade tem dificultado o encerramento dos trabalhos de campo.
Perspectivas para os próximos dias
Meteorologistas indicam que as chuvas devem continuar irregulares em partes do Centro-Oeste e do Matopiba nos primeiros dias de novembro, o que pode manter a preocupação com o ritmo do plantio. No Sul, o retorno gradual do tempo mais seco pode favorecer o avanço das lavouras.
A expectativa do mercado é de que a melhora das condições climáticas nas próximas semanas seja essencial para garantir uma boa germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica
O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.
Consumo avança com efeito renda e calendário
O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.
De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:
- Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
- Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias
Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:
- Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
- Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica
Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.
Entre os principais itens que puxaram a alta estão:
- Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
- Leite longa vida: +11,74% no mês
- Tomate: +20,31%
- Cebola: +17,25%
- Batata: +12,17%
A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.
Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto
No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:
- Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
- Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)
Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:
- Açúcar refinado (-2,98%)
- Café (-1,28%)
- Óleo de soja (-0,70%)
- Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta
Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.
Destaques:
- Detergente líquido (+0,90%)
- Desinfetante (+0,74%)
- Sabonete (+0,43%)
- Papel higiênico (+0,30%)
A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).
Nordeste lidera alta regional no custo da cesta
Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.
Confira a variação regional:
- Nordeste: +2,49%
- Sudeste: +2,20%
- Sul: +1,92%
- Centro-Oeste: +1,83%
- Norte: +1,82%
Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre
Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.
Entre os principais fatores:
- Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
- Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços
Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.
Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.
Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar
O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeito vistoria Operação Tapa-Buracos no Esperança e ponte sobre Igarapé Judia
-
SEM CATEGORIA3 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza ação de saúde no Rui Lino, neste sábado (25)
-
ACRE4 dias atrásIpem divulga balanço trimestral das fiscalizações em postos de combustíveis no Acre
-
ACRE4 dias atrásGoverno e Ministério Público chegam a acordo para garantir avanço de habitações populares no Irineu Serra
-
ACRE4 dias atrásGovernadora Mailza prestigia cerimônia de certificação de 299 alunos formados em cursos técnicos em Cruzeiro do Sul
-
FAMOSOS5 dias atrásPoliana Rocha celebra aniversário intimista de Zé Felipe com churrasco em família
-
POLÍTICA5 dias atrásArlenilson Cunha presta solidariedade a policial penal e elogia atuação das forças de segurança
-
ACRE4 dias atrásPrograma Pré-Enem Legal realiza aulão para alunos da escola Adalci Simões, em Senador Guiomard

