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Imea mantém projeção da safra de soja em Mato Grosso, mesmo com replantios pontuais causados por chuvas irregulares

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Soja: projeções mantidas apesar do replantio em áreas pontuais

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve, nesta segunda-feira (4), as estimativas da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso, principal estado produtor do grão no Brasil. Apesar dos relatos de replantios pontuais provocados pela baixa germinação em áreas afetadas por chuvas irregulares, o levantamento indica que o impacto ainda é limitado.

De acordo com o Imea, a área plantada deve alcançar cerca de 13 milhões de hectares, número estável em relação à projeção de outubro e 1,67% maior que a da temporada anterior. O instituto destacou, porém, que o replantio pode aumentar caso o regime de chuvas não se normalize nas próximas semanas.

“Apesar dos relatos, o volume registrado ainda não foi suficiente para a elaboração de um indicador de ressemeadura”, informou o Imea no boletim mensal.

Chuvas irregulares podem atrasar colheita precoce

Consultorias agrícolas também relataram replantios no Centro-Oeste, o que pode atrasar o início da colheita precoce em Mato Grosso, inicialmente previsto para janeiro de 2026. No entanto, há expectativa de chuvas mais regulares nos próximos dias, o que pode aliviar as preocupações dos produtores.

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Produtividade menor pode reduzir produção total em 7%

A produtividade média da soja em Mato Grosso foi projetada em 60,45 sacas por hectare, o que representa queda de 8,81% em relação à safra anterior.

Com isso, a produção total deve recuar mais de 7%, para 47,18 milhões de toneladas, conforme as estimativas do Imea. O volume é inferior ao recorde registrado no ciclo anterior, mas ainda mantém o estado na liderança nacional de produção.

Bom ritmo do plantio favorece a segunda safra de milho

O avanço do plantio da soja, que já superou 75% da área prevista, é considerado positivo para a janela de semeadura do milho de segunda safra, também conhecido como safrinha. Segundo o Imea, o bom andamento da soja pode antecipar a colheita e ampliar a disponibilidade de área para o milho, garantindo o cultivo em um período mais adequado.

A área destinada ao milho foi mantida em 7,39 milhões de hectares, alta de 1,83% frente à safra 2024/25. A produção total do cereal, porém, deve cair 6,7%, ficando em 51,72 milhões de toneladas, reflexo de menor produtividade esperada após o recorde do ciclo passado.

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Algodão: incertezas e custos elevados limitam expansão

O Imea também manteve a projeção da área de algodão em 1,46 milhão de hectares, uma redução de 5,65% em relação ao recorde histórico de 2024/25.

O instituto alerta que o cenário ainda é de incerteza, com preços menos atrativos e custos de produção nos maiores níveis desde 2022/23.

“Os produtores estão focados no desenvolvimento da safra de soja, o que pode influenciar a decisão final sobre a área destinada ao algodão neste ciclo”, destacou o boletim.

A produção de pluma deve alcançar 2,62 milhões de toneladas, uma queda de quase 13% em relação ao ciclo anterior, mantendo-se estável em comparação à estimativa de outubro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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