ACRE
Trabalho em horta é ferramenta para ressocialização de homens privados de liberdade em Rio Branco
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5 de novembro de 2025ACRE
Em meio a couves, alfaces, cebolinha, cheiro verde, e muitas outras hortaliças, M. L. trabalha há 6 meses. Ele explica que poder trabalhar é importante, principalmente para a saúde mental: “É um lugar onde a gente distrai a mente, onde a gente aprende mais um pouco, porque a gente sabe que esse lugar aqui é um lugar que eles ajeitaram para a gente evoluir.”
Detento M. L. ressalta que trabalho na horta “é um lugar onde se pode distrair a mente e aprender mais um pouco”. Foto: Zayra Amorim/IapenComo ferramenta de ressocialização, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) proporciona para homens que cumprem pena no Núcleo de Custódia Especial, conhecido como UP4, em Rio Branco, o trabalho na plantação de hortaliças.
Iapen proporciona ressocialização para homens privados de liberdade por meio de trabalho em horta. Foto: Zayra Amorim/IapenAlém dos benefícios para a saúde mental, comportamento e remição da pena, o trabalho na horta, proporciona capacitação e experiência, que podem ajudar o egresso no retorno à sociedade. No local trabalham 10 homens privados de liberdade, que saem da cela às 8h e cuidam da horta até as 16h, com pausa para o almoço.
André Vinício de Assis, diretor de Reintegração Social do Iapen, explica que um dos focos do Núcleo de Custódia Especial é que os presos possam trabalhar. Foto: Isabelle Nascimento/IapenO diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinício de Assis, explica que um dos focos principais da unidade são os internos que fazem parte das unidades de trabalho e para isso “é feita uma avaliação para eles serem transferidos para a UP4″. Eles saem para diversos tipos de trabalhos. E hoje o nosso foco principal ali é a horta.”
Foto: Zayra Amorim/Iapen
Foto: Zayra Amorim/Iapen
Foto: Zayra Amorim/Iapen
ACRE
Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre
Publicados
5 horas atrásem
9 de maio de 2026Por
infocoweb
Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.
Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.
“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.
“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.
Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.
“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.
Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.
“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.
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Foto: Zayra Amorim/Iapen
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Foto: Cleiton Lopes
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