AGRONEGÓCIO
Fenagen 2026 é apresentada na Nacional Hereford e Braford e reforça critérios técnicos de julgamento
AGRONEGÓCIO
A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) apresentou a 3ª edição da Fenagen Promebo durante a 20ª Nacional Hereford e Braford, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A divulgação ocorreu em dois encontros com criadores participantes do evento, reforçando a integração entre os principais públicos das raças.
A Fenagen está programada para ocorrer entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS), e deve reunir criadores de diversas regiões do país.
Evento reforça importância para o setor de genética bovina
O presidente da ANC, Joaquin Villegas, destacou a expectativa de forte participação de expositores das raças Hereford e Braford. Segundo ele, a Fenagen se consolida como um dos principais eventos do calendário da entidade, especialmente por marcar os 120 anos da ANC.
Villegas também ressaltou a presença recorrente de criadores que já participaram de edições anteriores, o que reforça a fidelização do público e a relevância do evento no segmento da pecuária de corte.
Critérios de julgamento são mantidos na terceira edição
Um dos principais pontos definidos para a próxima edição é a manutenção do modelo de avaliação adotado na segunda Fenagen. O sistema equilibra critérios genéticos e fenotípicos no julgamento dos animais.
De acordo com a superintendente de Registro da ANC, Silvia Freitas, a metodologia atual tem apresentado bons resultados e será mantida. O modelo estabelece 60% de peso para desempenho genético e 40% para características fenotípicas, ajustando o formato utilizado na primeira edição, quando a proporção era de 70% e 30%, respectivamente.
A dirigente destacou que o equilíbrio entre os dois critérios tem garantido maior consistência técnica na avaliação dos animais e melhor aceitação entre os criadores.
Expectativa é de crescimento no número de participantes
A organização da Fenagen projeta expansão no número de inscritos para a edição de 2026. Segundo a ANC, houve crescimento significativo entre as duas primeiras edições, com dobro de participantes da primeira para a segunda realização.
A tendência, de acordo com a entidade, é de continuidade desse avanço, consolidando o evento como uma das principais vitrines da genética bovina no Brasil.
Fenagen fortalece calendário da pecuária de corte
A realização da Fenagen em Pelotas reforça o calendário de eventos técnicos da pecuária nacional, com foco na qualificação genética e no aprimoramento dos rebanhos Hereford e Braford.
Com critérios técnicos consolidados e aumento da participação de criadores, a feira se posiciona como um espaço estratégico para negócios, avaliação genética e fortalecimento da cadeia produtiva da carne bovina no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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