RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Produtores podem pedir câmeras para reforçar segurança da propriedade

Publicados

AGRONEGÓCIO

Produtores rurais de Mato Grosso podem pedir câmeras de segurança de graça para acompanhar o movimento nas entradas das fazendas e nas estradas por onde passa a produção. O Estado fornece os aparelhos pelo Vigia Mais Agro, mas o produtor ou a entidade parceira paga a instalação, a energia, a internet e a manutenção do sistema. O gasto para colocar as câmeras em funcionamento depende da estrutura disponível em cada local.
O programa é da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e os sindicatos rurais. As imagens chegam em tempo real ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), onde podem ajudar a polícia a acompanhar veículos e investigar crimes.
Para quem tem gado, máquinas, insumos e produtos armazenados na fazenda, o registro de um veículo na porteira ou na estrada pode ser uma pista importante. As imagens ajudam a descobrir a hora da passagem, identificar o transporte usado pelos criminosos e verificar por onde seguiram. Esse trabalho já contribuiu para recuperar animais furtados em Mato Grosso.
Em Rondonópolis, a Polícia Civil recuperou 33 cabeças de gado, avaliadas em cerca de R$ 132 mil, em 30 de junho deste ano. Os animais haviam sido retirados de uma fazenda na Gleba Rio Vermelho. Câmeras mostraram um caminhão azul perto da propriedade durante a madrugada. Depois, os investigadores identificaram o veículo na BR-364 e seguiram as pistas até encontrar todo o rebanho.
O problema vai além da perda de animais e equipamentos. Em uma fazenda de Confresa, dois homens armados e encapuzados mantiveram o caseiro amarrado por cerca de 24 horas enquanto retiravam aproximadamente 30 cabeças de gado e outros bens. Antes de sair, danificaram a internet da propriedade, dificultando o pedido de socorro. O roubo ocorreu em junho de 2025 e foi investigado em uma operação policial realizada em maio de 2026.
As câmeras ajudam a reunir provas e orientar as buscas, mas precisam funcionar junto com o trabalho policial. Comunicar o crime rapidamente e informar o local e o horário da ocorrência são medidas importantes para que os investigadores possam procurar imagens e seguir o caminho dos suspeitos.
O Vigia Mais Agro prevê câmeras que permitem aproximar as imagens e modelos capazes de ler placas de veículos. A instalação será voltada a estradas rurais, comunidades, acessos às propriedades e outros pontos considerados importantes para a segurança. Os aparelhos são cedidos para uso dos participantes.
Antes de aderir, o interessado precisa avaliar como vai instalar as câmeras e manter a transmissão das imagens. Para áreas sem rede elétrica, a Sesp apresenta a opção de painéis solares com baterias. A conexão pode ser feita por internet via satélite, rede de celular ou rádio, conforme as condições do local. A instalação e o funcionamento dessa estrutura ficam sob responsabilidade do parceiro.
As gravações ficam guardadas por até dez dias. Quem precisar de imagens de uma ocorrência deve apresentar requerimento, boletim de ocorrência e documento pessoal à Sesp. O prazo curto torna importante procurar a polícia e solicitar os registros assim que o crime for descoberto.

Leia Também:  Abertura da Colheita da Oliva no RS estreia feira focada em negócios e inovação

SERVIÇO — Vigia Mais Agro

  • Quem pode participar: produtores rurais e entidades do setor em Mato Grosso, mediante aprovação da Sesp.
  • Quanto custa: as câmeras são cedidas de graça. Instalação, energia, internet e manutenção ficam por conta do produtor ou da entidade parceira.
  • Como aderir: consultar o portal do Vigia Mais MT, apresentar a documentação exigida e um projeto com os locais de instalação. A liberação depende de avaliação da secretaria.
  • Orientação: Famato e sindicato rural do município.
  • Telefone e WhatsApp: (65) 98145-0303.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

Publicados

em

Por

As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

Leia Também:  Importações de soja pela China atingem recorde histórico em agosto

A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

Leia Também:  Abertura da Colheita da Oliva no RS estreia feira focada em negócios e inovação

Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA