AGRONEGÓCIO
Mato Grosso assume liderança nas exportações de carne bovina para a China em 2025
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso consolidou, em 2025, sua posição como o maior exportador de carne bovina para a China — principal destino da proteína brasileira no mercado internacional. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que, entre janeiro e setembro, o estado embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao país asiático.
Com esse volume, Mato Grosso ultrapassou São Paulo, que exportou 343,5 mil toneladas no mesmo período, reforçando sua liderança no setor pecuário.
Exportações de carne bovina somam US$ 3 bilhões até setembro
O desempenho reflete o bom momento vivido pela pecuária mato-grossense. No acumulado de 2025, o estado enviou 646,9 mil toneladas de carne bovina para 89 países, gerando uma receita de US$ 3 bilhões até setembro. O valor médio por tonelada exportada foi de US$ 5,3 mil, segundo o Imea.
Expansão das exportações e novos mercados no horizonte
De olho em 2026, o governo e o setor produtivo de Mato Grosso planejam expandir as exportações, tanto por meio da abertura de novos mercados quanto pela consolidação dos já existentes, como a própria China.
Para fortalecer essa estratégia, uma comitiva mato-grossense — formada pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — está em missão oficial na China nesta semana. O grupo busca ampliar parcerias comerciais e estreitar relações com províncias do interior do país asiático.
Sustentabilidade e qualidade como diferenciais da carne mato-grossense
De acordo com o presidente do Imac, Caio Penido, a missão tem caráter estratégico e visa reforçar a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.
“Participar dessa missão é uma oportunidade para fortalecer ainda mais a presença da carne mato-grossense no mercado internacional. A China é hoje o principal destino das nossas exportações, e temos muito a mostrar — especialmente o compromisso do estado com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, destacou Penido.
O presidente também ressaltou que Mato Grosso se destaca por aliar produtividade e conservação ambiental.
“Estamos aqui para abrir novas portas, ampliar parcerias e mostrar que nosso modelo de produção está alinhado às exigências do consumidor global — carne segura, produzida com responsabilidade ambiental e social, que responde às demandas por segurança alimentar e climática. Essa é a carne de Mato Grosso: fruto de um estado que investe em inovação, transparência e sustentabilidade”, reforçou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Terminal Integrador de Uberaba completa 10 anos e supera 57 milhões de toneladas movimentadas para exportação do agronegócio
O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa dez anos de operação consolidando-se como uma das principais estruturas logísticas do agronegócio brasileiro. Localizado no Triângulo Mineiro e integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de grãos e açúcar destinados ao mercado internacional, fortalecendo o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da Baixada Santista.
Desde o início das operações, o terminal tornou-se um dos principais elos da logística nacional para soja, milho, farelo de soja e açúcar, contribuindo para reduzir custos de transporte, aumentar a eficiência operacional e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.
Corredor estratégico liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos
O TIUB integra o Corredor Sudeste da VLI, que conecta as regiões produtoras à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), permitindo que grandes volumes de cargas agrícolas sejam transportados de forma mais eficiente até os terminais portuários.
Construído em uma área superior a 5,4 mil metros quadrados, o complexo é atualmente o maior terminal da companhia e possui capacidade para movimentar anualmente 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar.
Segundo a VLI, a estrutura foi concebida para concentrar a produção agrícola regional e realizar sua transferência para o modal ferroviário com elevado nível de produtividade.
Estrutura de alta capacidade acelera operações
Um dos diferenciais do Terminal Integrador de Uberaba é sua moderna pera ferroviária, equipada com duas linhas de carregamento simultâneas, permitindo a formação contínua de composições ferroviárias destinadas ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), além de outros terminais logísticos.
A infraestrutura inclui:
- Cinco tombadores hidráulicos de alta capacidade para descarga de grãos;
- Três moegas exclusivas para recebimento de açúcar;
- Dois armazéns com capacidade para armazenar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar;
- Um silo para 8 mil toneladas de grãos;
- Laboratório para classificação dos produtos;
- Cinco balanças rodoviárias;
- Quatorze balanças ferroviárias para grãos e outras quatorze destinadas ao açúcar.
Para o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, o terminal representa um dos principais ativos logísticos da companhia.
Segundo ele, o TIUB demonstra a eficiência do modelo multimodal da empresa, integrando ferrovias, terminais e operações portuárias para oferecer maior competitividade ao agronegócio brasileiro.
Tecnologia e automação elevam eficiência logística
Ao longo da última década, o terminal incorporou soluções de automação e inteligência artificial que transformaram a gestão operacional.
Todo o fluxo logístico é monitorado por sistemas digitais, desde o agendamento eletrônico das cargas pelo aplicativo Trato, passando pela identificação automática dos veículos na portaria, até os processos robotizados de amostragem e classificação dos produtos destinados à exportação.
Outro destaque é o chamado Armazém Inteligente, tecnologia desenvolvida pela própria VLI baseada nos conceitos da Indústria 4.0.
O sistema utiliza um braço robótico equipado com sensores e inteligência artificial para analisar, em tempo real, características como densidade, distribuição e estabilidade das pilhas de grãos armazenadas.
Com isso, é possível otimizar o uso da capacidade dos armazéns, reduzir perdas, evitar contaminação entre diferentes produtos e diminuir o consumo de energia durante as operações.
Inovação também reforça a segurança operacional
Além dos avanços tecnológicos voltados à produtividade, o Terminal Integrador de Uberaba tornou-se referência na implantação de sistemas de segurança para as equipes operacionais.
Entre as inovações está o sistema de intertravamento de locomotivas, que impede fisicamente a movimentação dos trens durante as atividades de abertura e fechamento das escotilhas dos vagões.
Segundo a gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, a tecnologia elimina riscos decorrentes de falhas de comunicação entre maquinistas e operadores, elevando o padrão de segurança das operações ferroviárias.
Transporte ferroviário reduz emissões e retira centenas de caminhões das rodovias
Além dos ganhos operacionais, a utilização do transporte ferroviário proporciona importantes benefícios ambientais.
Cada composição ferroviária expedida pelo terminal, formada por cerca de 80 vagões, transporta volume equivalente ao de aproximadamente 135 caminhões bitrem.
Durante os períodos de maior movimentação da safra, o TIUB embarca, em média, quatro trens por dia, tendo registrado o recorde de sete composições expedidas em apenas 24 horas.
Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 caminhões das rodovias brasileiras diariamente, reduzindo congestionamentos, acidentes, consumo de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa.
Logística eficiente fortalece competitividade do agronegócio
Ao completar uma década de operação, o Terminal Integrador de Uberaba consolida sua importância para a logística do agronegócio nacional.
A combinação entre infraestrutura de alta capacidade, automação, inteligência artificial, integração ferroviária e foco em sustentabilidade transforma o complexo em uma das principais plataformas de escoamento da produção agrícola brasileira.
Com investimentos contínuos em inovação e eficiência operacional, o terminal reforça o papel estratégico da logística para ampliar a competitividade das exportações de soja, milho, farelo e açúcar, contribuindo para que o Brasil mantenha sua posição entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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