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Dólar oscila próximo da estabilidade no Brasil com cenário externo, política e ações do Banco Central no radar

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O dólar iniciou esta quarta-feira (11) com oscilações próximas da estabilidade no mercado brasileiro, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo, das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da expectativa por novos dados econômicos globais.

Por volta das 9h05, o dólar à vista era negociado a R$ 5,1595, com leve alta de 0,03%, enquanto o contrato futuro da moeda norte-americana para abril na B3 — atualmente o mais líquido do mercado — registrava queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1805.

Já por volta das 9h45, a moeda chegou a operar em alta de 0,40%, a R$ 5,1771, refletindo ajustes do mercado e a atenção dos investidores a fatores internacionais, como o comportamento do petróleo e a expectativa por dados de inflação dos Estados Unidos.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado o dia em leve baixa de 0,14%, cotado a R$ 5,1582.

Banco Central atua no câmbio com leilão de swap cambial

No mercado doméstico, uma das atenções dos investidores está voltada para a atuação do Banco Central do Brasil (BC) no mercado de câmbio.

A autoridade monetária anunciou a realização de leilão de até 50 mil contratos de swap cambial tradicional, operação destinada à rolagem do vencimento previsto para 1º de abril. Esse tipo de intervenção é utilizado para oferecer proteção cambial ao mercado e reduzir a volatilidade do dólar.

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Dados recentes da taxa PTAX, referência oficial divulgada pelo Banco Central, indicam que o dólar foi cotado em R$ 5,2139 na venda no dia 9 de março de 2026, refletindo leve recuo em relação às sessões anteriores.

Analistas avaliam que a atuação do BC tem contribuído para manter o câmbio relativamente estável, mesmo diante de pressões externas.

Mercado acompanha cenário internacional e inflação dos EUA

No ambiente global, investidores permanecem atentos aos impactos econômicos das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além das expectativas em torno da inflação norte-americana e das decisões futuras de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Oscilações no preço do petróleo e a expectativa por indicadores de inflação dos Estados Unidos costumam influenciar diretamente a cotação do dólar em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Esse ambiente de incerteza leva investidores a adotarem postura mais cautelosa, o que explica as variações moderadas da moeda ao longo do dia.

Pesquisa eleitoral e cenário político entram no radar do mercado

No cenário doméstico, o mercado financeiro também acompanha a divulgação de pesquisa Genial/Quaest sobre intenções de voto para a disputa presidencial, prevista para as 14h.

Pesquisas eleitorais costumam impactar expectativas de política econômica e fiscal, influenciando diretamente o comportamento do câmbio e da bolsa de valores.

Ibovespa registra alta enquanto investidores ajustam posições

Enquanto o dólar apresenta leve volatilidade, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, mostra movimento positivo.

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Na sessão anterior, o índice fechou em alta de 1,40%, aos 183.447 pontos, refletindo maior apetite por risco e fluxo de capital para ações brasileiras.

No acumulado recente do mercado:

  • Dólar
    • Semana: -1,66%
    • Mês: +0,44%
    • Ano: -6,05%
  • Ibovespa
    • Semana: +2,28%
    • Mês: -2,83%
    • Ano: +13,85%

O desempenho indica que, apesar da volatilidade cambial pontual, o real ainda apresenta valorização frente ao dólar no acumulado do ano, enquanto a bolsa brasileira mantém ganhos expressivos.

Expectativas para o câmbio e economia brasileira em 2026

Projeções do mercado indicam que o comportamento do dólar ao longo de 2026 continuará sendo influenciado por três fatores principais:

  • política monetária nos Estados Unidos e no Brasil
  • fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes
  • cenário político e fiscal doméstico

Estudos de mercado apontam expectativa de que a moeda norte-americana possa encerrar 2026 próxima de R$ 5,50, dependendo da evolução da inflação e das decisões de juros no Brasil e no exterior.

Especialistas avaliam que o câmbio deve continuar oscilando nas próximas semanas, à medida que novos dados econômicos globais e decisões de política monetária sejam divulgados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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