AGRONEGÓCIO
Defasagem do diesel no Brasil reduz importações e acende alerta para abastecimento e custos logísticos
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A crescente defasagem entre o preço do diesel praticado no mercado interno brasileiro e a paridade internacional já começa a impactar diretamente a dinâmica de abastecimento no país. O movimento reduz o interesse de importadores por novas cargas, pressiona a cadeia de distribuição e eleva a atenção do setor para possíveis reflexos no fornecimento, especialmente em segmentos estratégicos como agronegócio e transporte.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as importações de diesel caíram 25% em março em relação a fevereiro, sinalizando uma mudança relevante no comportamento dos agentes do mercado.
Menor atratividade para importação e aumento do risco comercial
De acordo com Diego Lopes, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA Brasil Aliança, o cenário ainda não configura desabastecimento imediato, mas já altera significativamente a estrutura de decisões do setor.
“O impacto inicial não aparece como desabastecimento físico, mas sim na redução do apetite para importação, maior seletividade comercial, pressão sobre distribuidores independentes e alta volatilidade no mercado interno”, explica.
O especialista destaca que o problema se intensificou a partir de março de 2026, quando tensões geopolíticas globais agravaram a defasagem entre o preço doméstico e a paridade de importação. Nesse contexto, a chamada “janela de importação” perdeu competitividade.
“Quando o preço interno fica abaixo do custo de reposição, o importador perde margem ou assume risco elevado de prejuízo”, afirma Lopes.
Brasil depende de importações e aumenta sensibilidade do mercado
Mesmo sendo autossuficiente na produção de petróleo bruto, o Brasil ainda depende de importações para atender parte relevante da demanda de diesel. Estima-se que entre 25% e 30% do consumo nacional venha do mercado externo, o que torna o sistema mais vulnerável a oscilações de preços e oferta.
Segundo Lopes, a falta de previsibilidade na política de preços também amplia o nível de incerteza entre os agentes do setor.
“Se a janela de importação permanecer fechada por muito tempo, o risco deixa de ser potencial e pode se materializar de forma regionalizada”, alerta.
Mercado reage com cautela e mudanças operacionais
O ambiente de maior risco já se reflete nas operações do setor de combustíveis. Entre os principais movimentos observados estão:
- Redução do volume de importações
- Negociações mais curtas
- Aumento de prêmios regionais
- Maior diferenciação entre clientes contratados e mercado spot
Essas mudanças indicam um mercado mais cauteloso e sensível à formação de preços.
Impacto direto no agronegócio e na logística
Setores intensivos no uso de diesel, como agronegócio e transporte rodoviário, tendem a sentir com mais intensidade os efeitos da defasagem de preços.
Cadeias produtivas como grãos, cana-de-açúcar e logística agrícola estão entre as mais expostas, já que o diesel representa um custo transversal em toda a operação.
“Não se trata apenas de custo, mas de risco operacional. O diesel impacta diretamente colheita, transporte e movimentação de insumos”, destaca o especialista.
No campo, o impacto ocorre na compressão das margens de produtores e agroindústrias, já que pequenas variações no preço do combustível podem alterar significativamente o custo por hectare. Além disso, o efeito também se espalha pelo aumento do frete e das tarifas logísticas.
Volatilidade aumenta e dificulta planejamento da cadeia
Outro ponto de atenção é o aumento da volatilidade no mercado de combustíveis. A combinação entre defasagem de preços, risco geopolítico e incertezas de oferta leva o mercado a precificar também o risco de reposição.
“Isso eleva a volatilidade, adiciona especulação e dificulta o planejamento de todos os elos da cadeia”, explica Lopes.
Gestão estratégica do diesel se torna essencial
Diante do cenário, especialistas reforçam a necessidade de uma gestão mais estruturada do diesel por parte das empresas, especialmente em setores dependentes do insumo.
Segundo Diego Lopes, o combustível deve ser tratado como item crítico de suprimentos, com estratégias mais avançadas de compra e monitoramento.
- Entre as práticas recomendadas estão:
- Acompanhamento da paridade de importação
- Identificação de janelas de compra
- Análise comparativa de custos logísticos
- Avaliação de fornecedores e contratos
- Gestão ativa de risco e orçamento
“O combustível precisa ser tratado como uma categoria crítica de suprimentos. Inteligência de compra permite antecipar riscos e proteger o orçamento”, conclui o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.
A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.
Plantas daninhas seguem como desafio no campo
Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.
Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.
Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas
Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.
Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.
Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia
Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:
- Espessura e tamanho das folhas
- Quantidade de estômatos
- Espessura da cutícula
- Presença de tricomas
- Rugosidade da superfície foliar
Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.
Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade
As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.
O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.
Inovação fortalece agricultura de precisão
A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
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