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Bolsas globais oscilam com tensões no Oriente Médio, enquanto Ibovespa dispara e China mostra sinais de recuperação

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Mercados globais: Wall Street avança e Europa recua com incertezas

Os principais índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (9) em alta, com investidores acompanhando de perto os desdobramentos das tensões no Oriente Médio.

O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq registrou valorização de 0,83%, aos 22.822,42 pontos.

Na Europa, o movimento foi de correção após os ganhos da sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,15%. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, caiu 0,22%, o DAX, da Alemanha, teve baixa de 1,14%, e o FTSE 100, do Reino Unido, registrou leve queda de 0,05%.

Bolsas asiáticas: volatilidade dá lugar à recuperação puxada pela China

Os mercados asiáticos iniciaram o período sob cautela, refletindo as incertezas globais. Entre os destaques negativos estiveram o índice de Xangai, com queda de 0,72%, o CSI300, que recuou 0,64%, e o Hang Seng, de Hong Kong, com baixa de 0,54%.

Outros índices também fecharam no vermelho, como o Nikkei, do Japão (-0,73%), e o Kospi, da Coreia do Sul (-1,61%). A exceção foi a bolsa australiana, que avançou 0,24%.

Na sessão seguinte, entretanto, o cenário mudou. As bolsas chinesas e de Hong Kong registraram alta, impulsionadas por dados econômicos positivos. O índice de Xangai subiu 0,51%, o CSI300 avançou 1,54% e o Hang Seng teve valorização de 0,55%.

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No acumulado da semana, o índice de Xangai subiu 2,74%, interrompendo cinco semanas consecutivas de perdas. Já o CSI300 avançou 4,41%, encerrando uma sequência de três semanas de queda.

Inflação na China indica possível reversão da deflação

A melhora nos mercados asiáticos foi sustentada por sinais de recuperação econômica na China. Os preços nos portões de fábrica subiram em março pela primeira vez em mais de três anos, indicando redução do risco de deflação.

Esse movimento sugere que as pressões inflacionárias estão voltando à economia chinesa, em parte influenciadas pelo cenário internacional, incluindo os efeitos da guerra envolvendo o Irã.

De acordo com analistas, a diminuição do risco deflacionário pode abrir espaço para que o governo avance em sua agenda de reformas econômicas.

Ibovespa avança com força, puxado por Petrobras e alívio no câmbio

No Brasil, o Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (10), refletindo um ambiente mais positivo para os ativos domésticos.

O principal índice da bolsa brasileira é negociado próximo de 195.129 pontos, com valorização de 1,52%.

Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras (PETR4) sobem 2,77%, cotadas a R$ 47,90, impulsionadas pelo cenário internacional e pela valorização do petróleo. Já os papéis da Vale (VALE3) apresentam queda de 1,05%, sendo negociados a R$ 84,69.

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No câmbio, o dólar registra recuo, sendo cotado na faixa entre R$ 5,10 e R$ 5,17, sinalizando alívio no mercado.

Petróleo e tensões no Oriente Médio seguem no radar

As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam influenciando diretamente os mercados globais, especialmente por seus impactos sobre os preços do petróleo.

Esse cenário tem favorecido empresas do setor de energia, ao mesmo tempo em que mantém elevado o nível de cautela entre investidores, diante das incertezas sobre os próximos desdobramentos.

Cenário geral: cautela no exterior e otimismo no mercado brasileiro

O panorama global segue marcado por volatilidade, com investidores reagindo a fatores geopolíticos e sinais econômicos das principais economias do mundo.

Enquanto mercados internacionais demonstram maior cautela, o Brasil se destaca com desempenho positivo na bolsa e valorização de ativos ligados a commodities.

Entre os principais fatores que seguem no radar estão a recuperação econômica da China, as tensões no Oriente Médio, o comportamento dos preços do petróleo e o fluxo de capital para mercados emergentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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