AGRONEGÓCIO
Arroba do boi gordo em São Paulo segue estável; oferta ajustada sustenta mercado
AGRONEGÓCIO
Na última segunda‑feira (11), o preço da arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo ficou em torno de R$ 322,65, segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).
O valor representa variação diária negativa de aproximadamente 0,32%.
Na modalidade prazo (30 dias), a média ficou em R$ 326,22/@, com queda de 0,33% no dia.
A estabilidade prevalece em relação à semana anterior.
Oferta ajustada e escalas de abate mantidas
Em São Paulo, a rotina de cotações sem grandes movimentações se repete, reflexo de poucos negócios realizados no início da semana e escalas de abate que se mantêm em torno de oito dias, segundo fontes do mercado.
Na região Sul, a oferta de bovinos diminuiu, mas as cotações não se alteraram; entre as fêmeas registrou‑se aumento de R$ 2,00/@. Já na região Norte, com melhores condições de escoamento, a oferta melhorou e as fêmeas apresentaram avanço de R$ 3,00/@, mantendo o boi gordo estável.
Carcaças e outras carnes: repiques de alta
Enquanto o boi gordo ficou sem variação significativa, o mercado de carnes com osso registrou movimento de alta:
- A carcaça casada do boi capão avançou 3,9% (≈ R$ 0,85/kg)
- A do boi inteiro subiu 3,4% (≈ R$ 0,70/kg)
- Entre fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 3,3% (≈ R$ 0,65/kg) e da novilha 3,6% (≈ R$ 0,75/kg)
Esses ajustes ocorrem em função da redução de estoques e da menor disponibilidade de boiadas à indústria.
No mercado de carnes alternativas, o frango médio teve valorização de 1,4% (≈ R$ 0,10/kg) e o suíno especial subiu 2,4% (≈ R$ 0,30/kg).
Cenário para o produtor: estabilidade exige atenção
Para o pecuarista paulista, o momento exige cautela:
- Com a arroba estabilizada, os custos de produção (alimentação, transporte, sanidade) ganham peso maior na rentabilidade.
- A melhora na demanda por fêmeas em algumas regiões sugere diferenciação entre categorias de animais.
- A valorização observada nas carcaças e nas carnes alternativas mostra que há espaços de oportunidade — como na integração do animal acabado com o abate e o escoamento industrial.
- Manter escala de abate em oito dias é fator animador para a fluidez operacional, mas a disponibilidade de animais e o perfil da oferta continuam como variáveis de atenção.
Fatores que podem impactar o mercado em curto prazo
- Oferta de boiadas: se a entrada de animais no sistema continuar a se reduzir, pode haver pressão de alta sobre a arroba.
- Demanda industrial e exportações: fluidez no escoamento, sobretudo de fêmeas e animais diferenciados, sustenta preços.
- Custos de produção: insumos, energia, transporte e sanidade têm efeito direto sobre margem.
- Concorrência entre proteínas: avanço no frango e suínos pode influenciar a dinâmica do boi gordo, exigindo posicionamento estratégico.
Com a arroba do boi gordo em estagnação aparente, o produtor que deseja destacar‑se precisa alinhar controle de custos, qualidade da oferta e relacionamento com a indústria. Este cenário reforça que a eficiência operacional e a escolha de categorias ou lotes diferenciados podem fazer a diferença em rentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas
As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.
O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.
Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro
Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.
Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:
- Santos
- Barcarena
- São Luís/Itaqui
- Paranaguá
- Rio Grande
O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.
A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.
Farelo de soja mantém crescimento nas exportações
O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.
Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.
Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:
- Indonésia
- Tailândia
- Irã
- Holanda
- Polônia
A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.
Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha
Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.
No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.
Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:
- Egito
- Vietnã
- Irã
- Argélia
- Malásia
O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.
Complexo agroexportador mantém força em 2026
Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.
O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.
Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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