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Novo Zoneamento de Risco Climático redefine áreas aptas ao cultivo de cana-de-açúcar no Brasil

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou as novas portarias que atualizam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da cana-de-açúcar em sistema de sequeiro — voltada à produção de etanol, açúcar e outros derivados.

Essa é a primeira revisão do modelo desde a revogação do antigo Zoneamento Agroecológico da Cana (ZAE Cana), em 2019.

Metodologia atualizada amplia precisão das análises

A última versão do Zarc havia sido publicada em 2018.

Agora, os pesquisadores da Embrapa utilizaram uma metodologia revisada de cálculo de risco climático, incorporando novas classes de solo e uma série histórica climática mais recente, que cobre o período entre 1992 e 2022.

Além disso, o novo modelo passou a incluir municípios que antes estavam sob restrição de acesso a crédito público, conforme determinava o antigo ZAE Cana.

Segundo o pesquisador Santiago Cuadra, da Embrapa Agricultura Digital, as mudanças foram pontuais:

“Mesmo com a liberação de municípios da Amazônia e do Pantanal, as alterações foram pequenas. O excesso de chuvas na Amazônia e as altas temperaturas no Pantanal continuam limitando o cultivo nesses biomas”, explica.

Aptidão da cana segue concentrada no Centro-Sul do país

A cana-de-açúcar exige um período de cerca de seis meses de estiagem para viabilizar a colheita — condição que não ocorre na maior parte da Amazônia.

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No Pantanal, as temperaturas elevadas também dificultam o desenvolvimento da cultura.

Municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que possuem áreas fora da planície pantaneira foram parcialmente incluídos, enquanto os que têm maior extensão dentro do bioma permaneceram fora da recomendação.

A área plantada com cana no Brasil tem oscilado entre 9,1 e 10,2 milhões de hectares nos últimos dez anos.

A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção, com destaque para São Paulo (50%), Goiás (11%) e Minas Gerais (10%).

Produção familiar e outros usos ganham mais espaço

O Zarc de cana para outros fins — como cachaça, melaço e forragem animal — teve ampliação de abrangência, especialmente em áreas ligadas à agricultura familiar.

As restrições permanecem no semiárido nordestino, devido à escassez de água, e em regiões mais altas de Santa Catarina e sul de Minas Gerais, onde há ocorrência frequente de geadas.

Critérios de risco e produtividade orientam o novo zoneamento

O novo Zarc classifica as áreas em três níveis de risco de perda:

  • até 20% (baixo risco),
  • 30%,
  • 40%,

e acima de 40%, faixa em que não há recomendação de plantio.

A avaliação considera fatores como armazenamento de água no solo, regime de chuvas, probabilidade de geadas e excesso ou falta de precipitação.

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A produtividade de referência utilizada foi de 65 toneladas por hectare, com um Açúcar Total Recuperado (ATR) de 135 kg por tonelada de colmo.

Zarc: ferramenta estratégica para o crédito e seguro rural

Criado para reduzir riscos e orientar o planejamento agrícola, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é um instrumento fundamental para o setor produtivo e financeiro.

Ele define as melhores janelas de plantio de mais de 50 culturas no Brasil, e serve como base para políticas públicas como o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Desde a safra 2025/26, o cumprimento das recomendações do Zarc é obrigatório para financiamentos de custeio acima de R$ 200 mil em linhas de crédito com recursos controlados.

Acesso facilitado para produtores

Os produtores podem consultar o zoneamento atualizado no aplicativo Zarc Plantio Certo, disponível gratuitamente para Android e iOS, ou pela versão web no endereço: embrapa.br/plantiocerto.

As portarias do novo Zarc da cana-de-açúcar em sequeiro já estão em vigor, enquanto as versões para áreas irrigadas, publicadas em 2022, continuam válidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Porto de Itajaí bate recorde com novas rotas internacionais e investimento de R$ 9 milhões da JBS Terminais

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A JBS Terminais anunciou a ampliação de suas operações no Porto de Itajaí com a chegada de duas novas linhas internacionais de longo curso e um novo investimento de R$ 9 milhões em infraestrutura logística. A medida reforça o processo de expansão do terminal catarinense, que já registra crescimento acelerado na movimentação de cargas e consolida sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Com as novas operações, o Porto de Itajaí alcançará o maior número de linhas regulares de navegação de sua história, fortalecendo as conexões de Santa Catarina com mercados da América do Norte, Caribe, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.

Novas linhas ampliam exportações e conexões internacionais

Entre as novidades anunciadas estão as linhas UCLA/Gulf to SAEC String 1 e BOSSA NOVA/SIRIUS 1.

A rota UCLA/Gulf to SAEC String 1 fará a ligação entre Itajaí, a Costa Leste dos Estados Unidos, o Caribe e o Norte da América do Sul, conectando o terminal catarinense a importantes mercados internacionais, como Houston e Cartagena.

Já a linha BOSSA NOVA/SIRIUS 1 reforçará a integração logística com o Mediterrâneo, utilizando hubs estratégicos como Algeciras e Tanger Med, considerados relevantes pontos de distribuição global.

Com isso, o Porto de Itajaí passa a contar com 12 linhas regulares de navegação internacional, ampliando sua relevância para operações de exportação e importação de cargas refrigeradas, proteínas animais e produtos do agronegócio.

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JBS investe R$ 9 milhões para ter operação logística própria

Para acompanhar o avanço das operações, a JBS Terminais também confirmou investimento de aproximadamente R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões destinados exclusivamente às operações internas do terminal.

Os veículos serão utilizados no transporte de contêineres entre o cais e a área de armazenagem, permitindo que a companhia opere com logística 100% própria dentro do porto.

A entrega dos caminhões está prevista até o final de maio, com início gradual das operações ao longo de junho.

Segundo a empresa, o novo aporte integra a estratégia de expansão operacional do terminal e busca aumentar a eficiência logística diante do crescimento contínuo da movimentação de cargas.

Porto de Itajaí registra maior movimentação da história

Desde que assumiu a operação do terminal, a JBS Terminais vem registrando crescimento consistente na movimentação portuária.

De acordo com a companhia, a média de expansão mensal alcança cerca de 12% no volume de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Em abril, o terminal atingiu a maior movimentação mensal de sua história, superando 44,8 mil TEUs movimentados.

O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, destacou que a empresa já investiu cerca de R$ 230 milhões desde outubro de 2024 na retomada das operações do Porto de Itajaí, que permaneceu praticamente paralisado por quase dois anos.

“Os investimentos e a ampliação das rotas fazem parte da nossa estratégia de crescimento operacional e fortalecem a importância do Porto de Itajaí na logística aquaviária nacional”, afirmou.

Estrutura fortalece Santa Catarina como polo logístico do agronegócio

Atualmente, o terminal opera com uma estrutura considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

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O Porto de Itajaí conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais, quatro berços com profundidade de 14 metros, além de 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito gates reversíveis.

A estrutura reforça a competitividade de Santa Catarina nas exportações de proteínas animais, alimentos refrigerados e produtos do agronegócio, segmentos que dependem de eficiência logística e agilidade no fluxo internacional de cargas.

Com a ampliação das rotas e os novos investimentos, a expectativa do setor é de fortalecimento ainda maior da posição do Porto de Itajaí como um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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