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“Participar do Enem é uma porta que se abre”, afirma aluna de Porto Walter

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Suiane da Silva é aluna da Escola Adalberto Sena II, um anexo da Escola São Francisco da Chagas, que fica localizada na Comunidade Iracema, ao longo do Rio Preto, no município de Porto Walter. Aos 34 anos, é a primeira vez que a estudante concorre ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Participar do Enem é uma porta que se abre”, diz.

O primeiro dia de exames, quando foram aplicadas as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação, Suiane realizou na Escola Borges de Aquino. “Eu só tenho a agradecer à SEE [Secretaria de Estado de Educação e Cultura, por levar o ensino médio até a nossa comunidade, o que nos motiva de todas as formas”, afirmou.

A aluna não esconde a alegria em participar do Enem. “Estamos realizando um sonho muito grande, de conseguir chegar até onde chegamos, apesar das dificuldades, porque somente em pegar em uma caneta e sentar nessa mesa, para a gente, já é um privilégio; a gente se sente humano, se sente cidadão”, relata, ao descrever a possibilidade de fazer o exame.

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E não é pouca coisa. Suiane e outros alunos da zona rural de Porto Walter conseguiram fazer o primeiro dia de prova do Enem graças ao esforço do governo do Estado em levar o ensino médio às comunidades mais distantes.

Alunos da Escola Adalberto Sena II realizaram a prova em Porto Walter. Foto: cedida

Suiane se lembra dos investimentos realizados pelo governo para levar educação a essas comunidades ribeirinhas, como a entrega de kits escolares contendo cadernos, lápis, borracha e caneta, além da distribuição de uniformes e a própria merenda escolar que é servida aos alunos.

“Isso tudo é muito gratificante, porque não temos condições de comprar esses materiais, como os uniformes escolares, então é somente gratidão a esse olhar que a SEE tem conosco. Mesmo morando no seringal, a gente é reconhecido”, destaca a estudante.

Suiane Silva: “Realizando o sonho de chegar até aqui”. Foto: cedida

Para Suiane chegar até a escola não é tarefa fácil. São mais de três horas de barco. “Eu nunca imaginei que ia conseguir terminar, pela dificuldade, pois moramos em um igarapé de difícil acesso, gastamos três horas para chegar na comunidade para poder estudar”, relata.

O segundo dia de provas, com Ciências da Natureza e Matemática, será realizado no próximo domingo, 16 . “Estou ansiosa, esperando. Por isso somos gratos ao governo, por nos ajudar e olhar pela gente”, ressalta.

Oportunidades para todos

A realização do Enem para os alunos do ensino médio moradores das comunidades da zona rural é um trabalho desenvolvido pela SEE, por meio do núcleo local, com as escolas e professores.

A partir de 2024 mais alunos começaram a se inscrever para o Enem, partindo de um trabalho que começou a ser feito. “Agora, em 2025, matriculamos 94 alunos no ensino médio, dos quais 78 se inscreveram para realizar o Enem”, informa.

Porto Walter aumentou número de alunos inscritos no Enem. Foto: José Caminha/Secom

De acordo com a gestora, apesar das dificuldades de acesso e das distâncias das comunidades rurais, o trabalho realizado resultou na inscrição de um número expressivo de estudantes. “Um número bastante significativo na participação dos alunos”, definiu.

Para se ter uma ideia do crescimento na participação dos alunos da zona rural de Porto Walter, de 2023 para 2024 houve um aumento de 51% no número de inscrições e de 2024 para 2025 esse aumento saltou para 83%: “Isso significa que o nosso trabalho está dando certo e sou grata a todos os profissionais envolvidos”, analisa.

“Mesmo diante das dificuldades, nossos estudantes vêm abraçando a oportunidade de participar do Enem, que é um passo extremamente importante, que abre horizontes, de fazer um curso superior, seja em nossa cidade, que também é de difícil acesso, em Rio Branco ou até mesmo em outro estado”, frisa Fabiana.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá

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As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.

Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Estado vai garantir todo o apoio necessário. Foto: cedida

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.

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“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.

Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.

“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo  apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Centenas de famílias foram atingidas pela cheia. Foto: cedida

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.

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De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.

O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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