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Trump reacende esperança para o café, mas gargalos nos portos travam exportações

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende reduzir “algumas tarifas” sobre as importações de café, nesta terça-feira (11.11). A medida, ainda sem detalhamento sobre prazos ou países beneficiados, reacende a expectativa de alívio entre exportadores brasileiros, que desde agosto enfrentam uma sobretaxa de 50% sobre o produto enviado aos EUA.

O Brasil é o maior fornecedor de café do mundo e tem nos Estados Unidos um de seus principais mercados consumidores. Com a tarifa em vigor, as exportações brasileiras para o mercado americano despencaram 46% em agosto e mais de 50% em setembro, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O impacto atingiu toda a cadeia, reduzindo receitas e pressionando margens de cafeicultores, que já convivem com custos de produção elevados e câmbio volátil.

Em outubro, durante encontro na Malásia, Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiram a possibilidade de um acordo para reverter as tarifas. Ainda não há, porém, definição sobre prazos ou condições. Lula afirmou, no início de novembro, que voltará a tratar do tema diretamente com o líder americano caso não haja avanço até o fim da COP30, em Belém.

Entraves – Mesmo com a sinalização positiva no campo diplomático, o setor enfrenta outro desafio imediato: a lentidão nos portos brasileiros. De acordo com o Cecafé, 939 mil sacas de café — o equivalente a 2.848 contêineres — ficaram retidas em setembro por falta de espaço em navios e atrasos nas escalas. O prejuízo com armazenagem, pré-stacking e taxas de detenção chegou a R$ 8,99 milhões, o terceiro maior já registrado pela entidade.

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No mesmo período, 57% das embarcações, ou 202 de um total de 355 navios, enfrentaram atrasos ou alterações de rota nos principais portos do país. O problema é agravado pela demora na realização do leilão do terminal Tecon Santos 10, considerado essencial para ampliar a capacidade de movimentação de cargas no Porto de Santos, responsável por grande parte das exportações do agronegócio.

O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, alerta que a lentidão do processo ameaça a competitividade do café brasileiro no exterior. Segundo ele, “enquanto os entraves burocráticos persistirem, os exportadores terão prejuízos ampliados, os cafeicultores receberão menos e o país deixará de arrecadar bilhões em receitas”.

A impossibilidade de embarcar todo o volume planejado impediu o ingresso de R$ 1,87 bilhão em receitas de exportação apenas em setembro, considerando o preço médio de US$ 370,72 por saca. O atraso nos navios também encarece o produto, já que o tempo adicional de armazenagem e as taxas portuárias acabam repassadas ao produtor.

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Além do café, outros segmentos do agronegócio, como açúcar, algodão e celulose, também sofrem com os gargalos logísticos. A Auditoria de Infraestrutura Portuária e Ferroviária (AudPortoFerrovia), do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou irregularidades no modelo de leilão proposto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o que paralisou o processo e aumentou a incerteza no setor.

Apesar das dificuldades, o Brasil deve encerrar 2025 como líder global em exportações de café, com expectativa de 42 milhões de sacas embarcadas, segundo o Cecafé. O país vem diversificando seus destinos, com destaque para Alemanha, Japão e México, que ampliaram as compras após a alta das tarifas americanas.

A possível redução das taxas pelos Estados Unidos, se confirmada, traria fôlego ao setor, mas especialistas alertam que o impacto será limitado enquanto o país não resolver os gargalos logísticos e ampliar a infraestrutura portuária.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações brasileiras de soja superam 72,7 milhões de toneladas em 2026 e mantêm ritmo forte, aponta ANEC

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As exportações brasileiras de grãos seguem aquecidas em 2026. Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica que o Brasil já embarcou 72,79 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, consolidando um desempenho robusto no comércio internacional e reforçando a liderança do país como maior fornecedor global da oleaginosa.

As estimativas da entidade, baseadas na programação dos navios, mostram ainda que os embarques de farelo de soja atingem 12,85 milhões de toneladas no acumulado do ano, enquanto as exportações de milho chegam a 6,25 milhões de toneladas.

Junho mantém ritmo elevado nas exportações

Somente em junho, a previsão da ANEC aponta embarques de aproximadamente 14,05 milhões de toneladas de soja, além de 2,44 milhões de toneladas de farelo, 497,6 mil toneladas de milho e 103 mil toneladas de trigo. O volume confirma a continuidade do intenso fluxo logístico observado nos principais corredores de exportação do país.

Na semana analisada pela entidade, os maiores volumes embarcados concentraram-se nos portos de Santos, Paranaguá, São Luís/Itaqui, Barcarena, Rio Grande, São Francisco do Sul, Aratu/Cotegipe e Itacoatiara, que seguem desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agrícola brasileira.

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Soja apresenta crescimento frente a 2025

Na comparação com igual período do ano passado, os embarques de soja continuam em trajetória positiva. O crescimento ocorre principalmente entre abril e junho, refletindo uma combinação de safra volumosa, elevada competitividade do produto brasileiro e demanda internacional consistente.

O farelo de soja também registra avanço em relação ao mesmo intervalo de 2025, impulsionado pelo aumento da industrialização da oleaginosa e pela demanda de mercados consumidores voltados à produção de proteína animal.

Já o milho mantém ritmo mais moderado neste primeiro semestre, comportamento considerado sazonal em razão da concentração das exportações após o avanço da colheita da segunda safra.

China amplia liderança entre compradores da soja brasileira

A China permanece como o principal destino da soja exportada pelo Brasil. Entre janeiro e maio, o país asiático respondeu por 70% das compras do grão brasileiro, mantendo ampla vantagem sobre os demais mercados.

Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%), Irã (2%), México (2%), Argélia (2%) e Bangladesh (1%). Os demais países representam conjuntamente 7% das exportações.

Mercados do milho são mais diversificados

Nas exportações de milho, o Egito lidera entre os compradores, com participação de 27%, seguido por Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%), Malásia (5%), Marrocos (3%), Arábia Saudita (3%), China (3%) e Iêmen (2%). Esse perfil demonstra uma carteira de clientes mais diversificada em comparação com a soja.

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Farelo de soja atende principalmente países asiáticos

Os embarques de farelo apresentam distribuição equilibrada entre diferentes mercados. A Indonésia lidera as importações com 18%, seguida por Tailândia (12%), Irã e Holanda (9% cada), Polônia e Espanha (7%), além de Bangladesh, Coreia do Sul e França, com participações relevantes.

Perspectiva segue positiva

Os números da ANEC indicam que o Brasil mantém forte competitividade no mercado internacional de grãos em 2026. A combinação entre elevada produção, eficiência logística e demanda externa aquecida sustenta o desempenho das exportações, especialmente da soja e de seus derivados.

Com a continuidade da safra de milho e a manutenção da procura internacional por alimentos e matérias-primas para ração animal, a expectativa é de que o fluxo de embarques permaneça intenso ao longo do segundo semestre, reforçando a importância do agronegócio brasileiro para o abastecimento global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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