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Brasil Deve Importar Quase 6 Milhões de Toneladas de Fertilizantes em Janeiro, Aponta Line-Up da Williams Brasil

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Importações de Fertilizizantes Seguem Aquecidas no Início do Ano

O Brasil deve registrar importação de aproximadamente 5,93 milhões de toneladas de fertilizantes entre os dias 1º e 26 de janeiro, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil.

O volume expressivo reforça a forte movimentação portuária e a continuidade da demanda nacional por insumos agrícolas, fundamentais para o calendário de plantio e reposição de estoques.

Porto de Santos Lidera Entradas de Fertilizantes

Entre os terminais avaliados, o porto de Santos (SP) é o principal ponto de entrada do produto, com 1,833 milhão de toneladas previstas para desembarque — o que representa quase um terço do total nacional estimado para o mês.

Na sequência, o porto de Paranaguá (PR) aparece em destaque, com 1,372 milhão de toneladas, consolidando-se como um dos maiores corredores logísticos para o setor de fertilizantes no país.

Relatório Inclui Navios Ancorados e Embarcações em Trânsito

O levantamento considera três categorias de embarcações:

  • as que já estão ancoradas nos portos brasileiros,
  • as que aguardam atracação em largo, e
  • as com previsão de chegada até 9 de março de 2026.
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Esses dados permitem um panorama atualizado do fluxo logístico e da disponibilidade futura de insumos agrícolas, ajudando o mercado a monitorar o abastecimento e os custos operacionais.

Perspectiva: Importações Mantêm Ritmo para Atender Demanda Agrícola

Com o avanço das atividades agrícolas e a proximidade de novas safras, o Brasil segue como um dos maiores importadores mundiais de fertilizantes.

A expectativa é que o ritmo de importação se mantenha elevado nos próximos meses, acompanhando o planejamento de produtores e cooperativas que buscam garantir a oferta necessária para o ciclo produtivo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto quer proibir exportar gado vivo. Setor já movimentou R$ 4,3 bi em 2026

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Uma proposta da deputada federal Gleisi Hoffmann, para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda, abriu uma nova discussão entre proteção animal e interesse econômico da pecuária. O mercado movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de aproximadamente 678 mil bovinos.

Apresentado em 27 de julho, o Projeto de Lei (PL) 4.795/2026 também alcança búfalos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Ficariam permitidas as vendas externas de reprodutores, matrizes, animais para pesquisa, exposições e programas de conservação, além de material genético.

A deputada sustenta que as viagens, principalmente por navios, submetem os animais a riscos de calor, superlotação, doenças, estresse e dificuldade de atendimento veterinário. A proposta prevê multas de R$ 2 mil a R$ 20 mil por animal, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 374 deputados e senadores, reagiu à proposta e pediu que os impactos econômicos sejam avaliados antes da votação. A bancada critica a proibição imediata, sem período de transição, e afirma que o texto poderá retirar dos pecuaristas uma alternativa de comercialização.

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Segundo a FPA, a presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelo rebanho e ajuda na formação dos preços, principalmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A bancada também alerta que os importadores poderão procurar animais em outros países, sem garantia de que passem a comprar carne processada do Brasil.

A controvérsia está no alcance da medida. Atualmente, as exportações precisam cumprir protocolos sanitários, períodos de quarentena, certificação veterinária e regras de transporte fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para os defensores da proibição, essas exigências não eliminam os problemas de bem-estar durante trajetos longos.

Na pecuária, porém, o embarque de animais vivos representa uma alternativa de comercialização, especialmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelos animais e pode melhorar os preços recebidos pelo produtor em algumas regiões.

O projeto parte da expectativa de que o gado atualmente exportado seja abatido no Brasil, mantendo no país a renda gerada pelo processamento da carne. Essa substituição não está garantida. Países como Turquia, Marrocos, Iraque e Egito podem procurar animais em outros fornecedores internacionais, em vez de comprar carne brasileira.

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A proposta ainda está no início da tramitação na Câmara dos Deputados e não tem relator. Até que seja aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as exportações continuam autorizadas pelas regras atuais.

Fonte: Pensar Agro

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