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Soja em Chicago: Preços Estáveis Após Disparada de Quase 30 Pontos; Demanda Chinesa e Esmagamento Recorde Movimentam o Mercado

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O mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) opera em ajustes leves e estabilidade nesta terça-feira (18), após registrar uma forte alta de quase 30 pontos na sessão anterior. O sentimento de recuperação da demanda da China e dados recordes de esmagamento nos EUA seguem no foco dos investidores, servindo de “combustível” para as cotações.

Soja Recua Levemente em Ajuste Após Alta Expressiva

Na manhã desta terça-feira, os futuros da soja operavam com um leve recuo, em um movimento de realização de lucros após a expressiva valorização de segunda-feira.

  • Cotações: Por volta das 6h10 (horário de Brasília), os contratos registravam quedas de 2 a 3 pontos. A posição janeiro era cotada a US$ 11,55 por bushel e a março era negociada a US$ 11,60 por bushel.
  • Subprodutos: O farelo de soja também realiza parte dos lucros, após fechar a sessão anterior com alta superior a 2%. Em contraste, o óleo de soja estende seus ganhos e opera em campo positivo, subindo mais de 0,5% nos contratos mais negociados.
Demanda Chinesa: O Principal Fator de Impulso para os Preços

A expectativa e a confirmação de compras por parte da China continuam sendo o principal motor do mercado.

  • Compras Confirmadas: O mercado reagiu positivamente à notícia de que a China adquiriu sete barcos de soja nos EUA nos últimos dias.
  • Reafirmação Política: A alta da segunda-feira foi impulsionada por declarações do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China retomaria as compras de produtos agrícolas americanos.
  • Visão de Analistas: Analistas e consultores de mercado afirmam que a demanda chinesa funcionando na prática no mercado norte-americano é o combustível essencial para a continuidade dos ganhos em Chicago.
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Esmagamento e Exportações dos EUA Acima do Esperado

Os números operacionais dos EUA também trouxeram sustentação aos preços, indicando forte atividade de processamento e exportação.

  • Recorde de Esmagamento: A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) reportou que o esmagamento de soja atingiu 227,647 milhões de bushels em outubro, superando a expectativa do mercado, que era de 209,522 milhões. O dado representa um aumento significativo em relação ao mês anterior.
  • Inspeções de Exportação: As inspeções de exportação de soja dos EUA totalizaram 1.176.307 toneladas na semana encerrada em 17 de novembro, conforme o USDA, superando o volume da semana anterior.
Variação da Soja em Chicago (Sessão Anterior)

Na sessão de segunda-feira, os contratos futuros registraram forte valorização após a decepção com o relatório do USDA e a recapitulação das vendas diárias durante a paralisação do governo.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 32,75 centavos de dólar (ou 2,91%), a US$ 11,57 1/4 por bushel.

A posição março avançou 27,25 centavos de dólar (ou 2,39%), a US$ 11,63 1/4 por bushel.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,30 (2,57%), a US$ 330,80 por tonelada. O óleo com vencimento em dezembro ganhou 0,99 centavo (1,97%), fechando a 51,14 centavos de dólar.

Fatores de Atenção no Macro e Microcenário

Além da demanda chinesa e dos dados de esmagamento, o mercado segue atento a outros fatores:

  • Aversão ao Risco: A terça-feira é marcada por uma maior aversão ao risco no mercado global, o que leva à queda de quase todas as commodities, incluindo as agrícolas, energéticas e metálicas.
  • Clima no Brasil: O desenvolvimento da nova safra no Brasil continua sob observação, com algumas regiões gerando preocupação em relação ao clima.
  • Comercialização: O comportamento da comercialização em outras principais origens também segue no radar dos traders.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño aumenta risco climático e pode pressionar preços agrícolas em 2026 e 2027

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O possível retorno do El Niño voltou ao radar dos analistas econômicos e do agronegócio brasileiro. Segundo avaliação do Rabobank, o fenômeno climático representa um dos principais riscos para a inflação dos alimentos nos próximos meses e poderá influenciar diretamente a produção agrícola em diversas regiões do país.

A preocupação ocorre porque o El Niño costuma alterar significativamente o regime de chuvas, provocar ondas de calor e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos.

Produção pode sofrer impactos

Dependendo da intensidade do fenômeno, culturas como soja, milho, café, trigo, algodão e cana-de-açúcar poderão enfrentar perdas de produtividade em algumas regiões.

Ao mesmo tempo, áreas do Sul podem registrar excesso de chuvas, enquanto parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste pode enfrentar períodos prolongados de estiagem e temperaturas acima da média.

Fertilizantes entram no radar

Além dos impactos diretos sobre as lavouras, o relatório também chama atenção para possíveis pressões sobre os preços dos fertilizantes.

Oscilações internacionais, conflitos geopolíticos e problemas logísticos podem elevar os custos dos insumos justamente em um momento de maior necessidade de reposição nutricional das lavouras.

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Inflação dos alimentos pode voltar a acelerar

Caso ocorram perdas de produção em importantes regiões agrícolas, a oferta de alimentos poderá diminuir, elevando preços ao consumidor e pressionando novamente os índices de inflação.

Esse cenário tende a influenciar também as decisões do Banco Central sobre a política de juros.

Planejamento climático ganha importância

Especialistas recomendam que produtores intensifiquem o monitoramento climático, revisem calendários de plantio e reforcem estratégias de gestão de risco para reduzir possíveis impactos do fenômeno nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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