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Tanízio Sá propõe audiência pública para discutir vacinação do rebanho e avanço de doenças no Acre

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Preocupado com os impactos da escassez de vacinas para o rebanho bovino acreano, o deputado Tanízio Sá (MDB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) na sessão desta quarta-feira (24), para solicitar a realização de uma audiência pública destinada a discutir soluções para o problema enfrentado pelos produtores rurais do Estado.

O parlamentar relembrou que já havia abordado o tema em pronunciamento anterior, especialmente em relação às dificuldades encontradas pelos pecuaristas para adquirir vacinas destinadas aos bezerros e demais animais do rebanho.

Segundo ele, após a repercussão do discurso, recebeu diversas ligações de produtores preocupados com a situação e decidiu formalizar o pedido para que o debate seja ampliado dentro do Parlamento acreano.

Tanízio propôs que a audiência pública seja realizada na próxima terça-feira, aproveitando a suspensão das sessões ordinárias em razão da participação de parte dos parlamentares em evento programado para o município de Manoel Urbano.

Para o debate, o deputado sugeriu a participação do presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), acompanhado da equipe técnica do órgão, além do superintendente do Ministério da Agricultura no Acre, Paulinho Trindade, e representantes técnicos da pasta federal.

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O parlamentar também defendeu a participação da Comissão de Agricultura da Aleac, atualmente presidida pelo deputado Tadeu Hassem (Republicanos), para que o tema seja discutido de forma ampla entre os órgãos responsáveis pelo controle sanitário e o setor produtivo.

De acordo com o emedebista, existe uma preocupação crescente com a entrada irregular de vacinas provenientes do Peru e da Bolívia, situação que, segundo ele, expõe os produtores a riscos sanitários e econômicos. “Os produtores não vão simplesmente deixar de proteger seu patrimônio. Precisamos encontrar uma solução legal e segura para garantir a imunização do rebanho acreano”, afirmou.

O deputado destacou ainda relatos sobre mortes de bezerros em pelo menos seis municípios acreanos em decorrência de casos associados ao carbúnculo sintomático, conhecido popularmente como “carvão”, o que aumenta ainda mais a preocupação do setor produtivo.

Para ele, o momento exige diálogo entre os órgãos de fiscalização e controle, o Governo do Estado e os produtores rurais, com o objetivo de buscar alternativas que garantam a segurança sanitária do rebanho e a manutenção da atividade pecuária, considerada um dos principais motores da economia acreana.

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Ao final do pronunciamento, Tanízio Sá solicitou apoio dos demais parlamentares para a realização da audiência pública e reforçou a importância de encontrar soluções conjuntas para um problema que afeta diretamente milhares de produtores e a economia do Estado.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Pedro Longo defende autonomia da Polícia Militar em Feijó para reforçar segurança no município

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Deputado apresenta indicação baseada em procedimento do Ministério Público e propõe que companhia da PM passe a responder diretamente ao Comando-Geral

Durante o pequeno expediente da sessão desta quarta-feira (5) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (MDB) apresentou uma indicação voltada ao fortalecimento da segurança pública no município de Feijó. Segundo o parlamentar, a cidade enfrenta índices elevados de violência e registra ocorrências graves, incluindo casos de feminicídio, e a proposta busca ampliar a estrutura de atuação da Polícia Militar na região.

Pedro Longo explicou que a indicação surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo município e de um procedimento desenvolvido pelo Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria Criminal de Feijó. De acordo com o deputado, o estudo apontou a necessidade de dar maior autonomia à companhia da Polícia Militar instalada no município como uma das medidas capazes de contribuir para o enfrentamento da violência.

“Feijó há muito tempo, desde 2008, se depara com uma situação de falta de autonomia do comando da PM, da sua Polícia Militar local. Nós estamos trazendo aqui um tema que surgiu por iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre, mais especificamente da Promotoria Criminal de Feijó, através do trabalho desenvolvido por toda sua equipe, que chegaram à conclusão de que uma das formas de amenizar esse problema da violência no município de Feijó, de reforçar a sua estrutura de segurança, seria dar independência à sua companhia destacada da Polícia Militar local”, afirmou.

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Ainda segundo o emedebista, a companhia da PM de Feijó teria tido autonomia até 2008, quando passou a ficar vinculada ao comando do batalhão de Tarauacá. Pedro Longo avaliou que os dois municípios possuem porte semelhante e defendeu que ambos tenham estruturas próprias de batalhão. No entanto, diante de possíveis limitações orçamentárias e administrativas, apontou a emancipação da companhia como uma alternativa mais imediata.

“Se isso eventualmente estiver, nesse momento, inviabilizado em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, poderia gerar algum custo do ponto de vista de ampliar as vagas do oficialato e outros aspectos da organização interna da Polícia Militar. Nesse momento, seria suficiente para atender essa demanda a emancipação da companhia de Feijó. Então, a companhia de Feijó seria independente e passaria a responder diretamente ao Comando-Geral”, explicou.

Para o parlamentar, o fortalecimento da estrutura policial em Feijó também poderia produzir reflexos positivos na segurança de Tarauacá e de outros municípios próximos, considerando a posição estratégica da região e a passagem da BR-364. Ele ressaltou ainda que a proposta apresentada na Assembleia tem como base, segundo ele, uma análise realizada pelo Ministério Público sobre as necessidades locais.

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Ao finalizar, o deputado fez um apelo ao Governo do Estado para que a indicação seja avaliada e afirmou que a medida representa uma demanda apresentada pela população de Feijó.

 “Ela, embora seja tecnicamente de minha autoria, representa um anseio da população de Feijó e, principalmente, é fruto de um estudo bastante aprofundado de um procedimento interno realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre, que constatou essa necessidade, inclusive como uma das formas de minorar os aspectos de insegurança que têm, infelizmente, afligido o município de Feijó”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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