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Edvaldo Magalhães avalia impactos políticos de decisão do STJ contra Gladson Cameli durante sessão na Aleac

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na sessão desta quarta-feira (13), para comentar os desdobramentos políticos da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) envolvendo o ex-governador Gladson Cameli no âmbito da Operação Ptolomeu.

Ao iniciar sua fala, o parlamentar destacou que a última semana foi marcada por acontecimentos de grande repercussão no estado, citando inicialmente os episódios envolvendo a Escola São José. Em seguida, afirmou que a decisão do STJ passou a dominar os debates políticos em todo o Acre.

Segundo o deputado, a condenação de Gladson Cameli pelo Superior Tribunal de Justiça, decidida de forma unânime, altera diretamente o cenário político para as próximas eleições estaduais.

“O debate político no Acre hoje gira em torno dos desdobramentos dessa decisão e das mudanças que ela provoca no cenário eleitoral”, afirmou.

Ele relembrou que já vinha abordando na tribuna aspectos relacionados à Operação Ptolomeu e destacou que as denúncias surgiram ainda durante o período em que o então vice-governador Major Rocha fazia críticas públicas à gestão estadual.

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Edvaldo Magalhães também ressaltou que, além da condenação, um segundo processo relacionado à operação foi aceito pelo STJ no mesmo dia, igualmente por unanimidade, tornando Gladson Cameli réu em mais uma ação judicial.

O deputado afirmou que respeita o direito à ampla defesa e reconheceu que aliados do governo apostam em uma reversão da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, avaliou que o volume de provas apresentado no processo foi determinante para o resultado do julgamento.

“Os debates jurídicos devem seguir no âmbito da Justiça, mas os efeitos políticos dessa decisão já estão postos e alteram completamente o ambiente das eleições no Acre”, declarou.

Ao encerrar, Magalhães afirmou que os desdobramentos políticos do caso ainda deverão ser amplamente debatidos no parlamento acreano nos próximos meses.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Aleac inova e aprova jornada especial de trabalho para servidores com deficiência

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou a Lei nº 4.820, que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da casa e representa um marco histórico para a inclusão no serviço público estadual. De forma pioneira, a nova legislação garante o direito à jornada de trabalho especial diretamente ao servidor com deficiência (PCD), um avanço significativo em relação às normas anteriores.

Até então, a legislação estadual, como as Leis nº 3.351/2017 e nº 3.406/2018, concedia o benefício do horário especial apenas a servidores que fossem pais, mães ou responsáveis legais por pessoas com deficiência. A nova lei, aprovada sob a gestão do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Júnior, amplia esse direito, assegurando que o próprio servidor com deficiência possa ter sua jornada reduzida.

O texto da nova lei é claro ao estabelecer o benefício. O § 3º do dispositivo legal afirma: “Será concedido horário especial ao servidor com deficiência ou com necessidade de saúde permanente devidamente comprovada por junta médica oficial, com redução de duas horas diárias na jornada de trabalho, independentemente de compensação de horário”.

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Além de beneficiar diretamente o servidor PCD, a lei também estende o direito àqueles que cuidam de seus familiares, conforme o § 4º: “O disposto no § 3º aplica-se igualmente ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência ou necessidade de saúde permanente, desde que comprovada a necessidade de acompanhamento pelo servidor, mediante avaliação de junta médica oficial”.

A medida é vista como uma das principais conquistas do novo PCCR e posiciona o Legislativo acreano como vanguarda na promoção de políticas de inclusão e valorização de seus quadros.

Para o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), a aprovação da lei reflete o compromisso do parlamento com a equidade e o respeito. “A aprovação deste projeto é um reflexo do compromisso da Assembleia Legislativa com a justiça social e a inclusão. Mais do que um ajuste na lei, é um ato de reconhecimento e valorização do servidor com deficiência, garantindo-lhe dignidade e melhores condições de trabalho. O parlamento acreano demonstra, mais uma vez, que está atento às necessidades de todos e na vanguarda da modernização das relações de trabalho no serviço público”, declarou.

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A aprovação da Lei nº 4.820 reforça o caráter institucional da medida, focada no fortalecimento do serviço público e na garantia de direitos, representando um legado de avanço social e administrativo para o Estado do Acre.

Texto: Andressa Oliveira

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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