AGRONEGÓCIO
Soja recua em Chicago com menor demanda chinesa e pressão sobre o óleo; mercado segue volátil
AGRONEGÓCIO
Semana marcada por volatilidade no mercado da soja
A soja encerrou a semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), em meio a um cenário de volatilidade e ajustes de posições por parte dos investidores. Nesta sexta-feira (21), os contratos futuros da oleaginosa voltaram a recuar, acompanhando a pressão sobre o óleo de soja, enquanto o farelo registrou leves ganhos e ajudou a limitar as perdas no complexo.
Os principais vencimentos recuaram entre 2,75 e 3,50 pontos, com o contrato janeiro cotado a US$ 11,19 e o maio a US$ 11,38 por bushel. O óleo de soja teve queda superior a 1,5%, enquanto o farelo subiu cerca de 0,3%, em um movimento de equilíbrio dentro do mercado de derivados.
Queda é sustentada por demanda chinesa abaixo do esperado
O desempenho negativo foi reforçado pela demanda mais fraca da China, principal compradora global da commodity. Apesar da divulgação de uma venda de 462 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para o país asiático, o volume não foi suficiente para alterar a percepção de ritmo lento nas importações chinesas.
O contrato de janeiro fechou em 1.122,50 cents por bushel, com queda de 1,21%, enquanto o março recuou 1,09%, para 1.132,00 cents. O farelo de soja para dezembro caiu 1,54%, encerrando a US$ 314,0 por tonelada curta, e o óleo acompanhou o movimento negativo, com retração de 0,86%, sendo negociado a US$ 50,66 por libra-peso.
Possíveis mudanças em biocombustíveis ampliam pressão sobre o óleo
Consultorias internacionais apontaram que mudanças nas políticas de biocombustíveis nos Estados Unidos estão reduzindo as margens do óleo de soja, o que tem aumentado a pressão sobre os preços. O movimento afetou todo o complexo soja, contribuindo para a instabilidade nos contratos futuros ao longo da semana.
Além disso, fundos de investimento ajustaram suas posições, considerando as incertezas no cenário global e a lentidão nas exportações norte-americanas. Até o início de outubro, o total de compromissos de venda dos exportadores dos EUA somava 12,8 milhões de toneladas, volume considerado insuficiente para sustentar preços mais firmes no curto prazo.
Clima no Brasil e movimentação de fundos também influenciam
Além do comportamento da China e das margens do óleo, o mercado manteve atenção ao clima no Brasil, fator-chave para a definição da próxima safra sul-americana. O avanço das chuvas irregulares e as previsões climáticas divergentes mantêm o cenário incerto, o que reflete diretamente nas decisões dos traders em Chicago.
Os analistas destacam que, enquanto não surgirem novas informações relevantes sobre clima ou demanda, os futuros da soja devem continuar se movimentando lateralmente, oscilando entre US$ 11,20 e US$ 11,50 por bushel.
Feriado no Brasil reduz movimentação doméstica
No Brasil, o mercado interno teve semana mais curta por conta do feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20). Com as negociações reduzidas, a movimentação foi limitada, refletindo o ritmo mais lento também nas operações de exportação e no acompanhamento dos preços internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba
A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.
Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.
O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.
No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.
Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.
O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.
Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.
O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.
O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.
Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.
O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.
Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.
Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásArroz e feijão chegam ao fim de agosto com oferta menor e preços firmes
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásOAB debate desafios jurídicos do agronegócio em conferência
-
POLÍTICA NACIONAL5 dias atrásFaltou à eleição? Saiba como justificar e evitar multas
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura recupera Rua José Bonifácio no Maria Íris e comunidade comemora melhoria
-
ESPORTES5 dias atrásSantos vence Corinthians na Neo Química Arena e conquista primeiro clássico de 2026
-
POLÍTICA NACIONAL5 dias atrásHorário eleitoral gratuito: veja as regras para as eleições de 2026
-
ESPORTES5 dias atrásPalmeiras empata com o Mirassol e vê Flamengo se aproximar na liderança
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrás163 medidas para reduzir efeitos do el niño na safra 2026/27