AGRONEGÓCIO
Menor oferta deve sustentar preços do etanol nos próximos meses, aponta Itaú BBA
AGRONEGÓCIO
O Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresentou uma análise detalhada sobre o comportamento recente do mercado de etanol no Brasil. Segundo o estudo, a menor oferta do biocombustível e o fim do período de colheita da cana-de-açúcar devem manter os preços firmes até o início de 2026.
Em outubro, o etanol hidratado encerrou o mês cotado a R$ 2,89 por litro (sem impostos) em Paulínia (SP), registrando uma alta de 2,6%. Já no começo de novembro, os preços avançaram mais 0,7%.
De acordo com o Itaú BBA, a redução no preço da gasolina pela Petrobras, abaixo das expectativas do mercado, também contribuiu para sustentar os valores do etanol no período.
Corte na gasolina foi menor do que o esperado
No dia 21 de outubro, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em 4,9% nas refinarias, um corte considerado menor do que o projetado pelos analistas. Ainda assim, os valores estão alinhados com o mercado internacional.
O primeiro contrato futuro da gasolina nos EUA (CME RBOB) estava cotado a R$ 2,73 por litro no início de novembro, enquanto a gasolina da Petrobras em Paulínia (SP) era vendida a R$ 2,71 por litro.
A recente alta do petróleo e da gasolina no mercado externo reduziu a pressão por novas quedas nos preços internos, o que deve manter o combustível estável nos próximos meses.
Contudo, o menor preço da gasolina tende a limitar o potencial de valorização do etanol, já que reduz sua competitividade frente ao combustível fóssil.
Oferta menor deve impulsionar preços do biocombustível
O Itaú BBA destaca que o cenário de restrição na oferta de etanol deve se intensificar na segunda metade da safra 2025/26, especialmente pela menor disponibilidade do produto derivado da cana-de-açúcar.
A projeção indica uma queda de 6% na oferta total, com o etanol de cana recuando 13%, enquanto o etanol de milho deve crescer 16% no mesmo período.
Apesar da redução prevista de 6% no consumo doméstico, as vendas entre abril e outubro de 2025 caíram apenas 1% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Esse cenário aponta para uma queda mais acentuada entre novembro de 2025 e março de 2026.
Etanol perde competitividade, mas tendência de alta permanece
Com os preços menores da gasolina, a paridade nos postos tende a se aproximar, reduzindo a competitividade do etanol.
Mesmo assim, o Itaú BBA avalia que a perspectiva de menor oferta deve sustentar os preços do biocombustível, que ainda apresentam potencial de alta nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
El Niño eleva risco climático na Bacia do Paraná e acende alerta para produtores rurais e seguro agrícola
A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026 aumenta o nível de incerteza climática para produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Paraná, uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro. O cenário acende alerta para riscos de seca, excesso de chuvas e impactos diretos na produtividade agrícola e no mercado de seguro rural.
Um estudo desenvolvido pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), analisou a relação entre fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos extremos, além dos efeitos sobre indicadores de sinistralidade do seguro rural.
A área estudada envolve estados estratégicos como São Paulo e Paraná, que concentram parte relevante da produção nacional de grãos, especialmente soja, milho e outras culturas essenciais para o agronegócio.
NOAA aponta alta probabilidade de formação do El Niño em 2026
De acordo com projeção da NOAA divulgada em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de avanço para 96% até dezembro de 2026.
O cenário indica um curto período de neutralidade climática, seguido por transição para o fenômeno ao longo de 2026, com possibilidade de manutenção até o fim do ano.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica e influenciando regimes de chuva em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Agricultura e seguro rural são diretamente impactados por variações climáticas
Segundo o estudo, as variações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña afetam diretamente a disponibilidade hídrica, a produtividade agrícola e o nível de perdas no seguro rural.
A proposta do IRB(P&D) é integrar indicadores climáticos globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade do seguro agrícola, permitindo uma leitura mais ampla dos riscos.
“O objetivo é conectar sinais climáticos de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).
A metodologia também pode auxiliar na melhoria de estratégias de subscrição, monitoramento de carteiras e gestão de riscos no setor de seguros rurais.
Bacia do Paraná concentra forte relevância econômica e agrícola
A Bacia Hidrográfica do Paraná reúne áreas de alta relevância para o agronegócio brasileiro, com forte presença de produção agrícola e importância econômica e energética.
Somente nos estados de São Paulo e Paraná, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 1,3 trilhão em 2023, com grande parte desse resultado oriunda de municípios inseridos na bacia.
Como a atividade agrícola da região depende fortemente da regularidade das chuvas, períodos de déficit hídrico durante fases críticas das culturas podem resultar em perdas de produtividade e impactos econômicos significativos.
Impactos do El Niño variam entre regiões do Brasil
O estudo aponta que os efeitos do El Niño não são uniformes no território nacional e variam conforme a região.
No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a aumentar o risco de redução de chuvas, estiagens prolongadas e estresse hídrico nas lavouras. Já no Sul do Brasil, o padrão mais comum está associado ao aumento de precipitações e maior probabilidade de eventos extremos, incluindo cheias.
Apesar disso, o IRB(P&D) reforça que a relação entre El Niño e impactos climáticos não é linear e deve ser analisada com base em recortes regionais.
“O sinal existe, é monitorável e deve ser considerado na avaliação de risco, mas não determina sozinho o que ocorrerá em cada região ou atividade produtiva”, destaca Reinaldo Marques.
Monitoramento climático é chave para reduzir riscos no campo
Diante do aumento da probabilidade do fenômeno, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático contínuo e da adoção de estratégias de gestão de risco no agronegócio.
Embora o El Niño possa indicar tendências, sua intensidade e efeitos variam significativamente, exigindo cautela nas interpretações e planejamento regionalizado por parte de produtores, seguradoras e agentes do setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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