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Com monitoração eletrônica, Polícia Penal atua no combate à violência contra a mulher

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“O meu companheiro era muito violento. Ele usava entorpecentes, então todas as vezes que eu ia questionar que ele tava errado, ele me batia. De várias formas ele me agredia”. Esse é o relato de Maria (nome fictício para preservar a identidade da vítima), uma mulher que sofreu agressões do próprio companheiro, durante 18 anos.

Sala de monitoramento eletrônico funciona 24h. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Com objetivo de garantir proteção a mulheres vítimas de violência, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, está em vigor, desde abril de 2025, um pacote de mudanças na Lei Maria da Penha que amplia, diretamente, o papel da Polícia Penal no trabalho de monitoração eletrônica do agressor e também no socorro à vítima.

Em todo o estado, 173 homens enquadrados na lei, Maria da Penha, utilizam a tornozeleira eletrônica. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Entre as principais mudanças, consolidadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), está a não limitação de tempo do uso de tornozeleira eletrônica. Anteriormente, a medida tinha um prazo de 180 dias. Com a alteração, as medidas protetivas e, por consequência, a monitoração eletrônica, devem ter prazo indeterminado, ou seja, permanecem em vigor enquanto persistir o risco à vítima.

Outra importante mudança determina que agressores sentenciados ao regime aberto pela Maria da Penha também sejam monitorados eletronicamente. Em todo o estado, 173 homens enquadrados na lei, utilizam a tornozeleira eletrônica.

Equipes são acionadas caso haja descumprimento de medida. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

O chefe da Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME), Vinícius D’anzicourt, explicou como é feito esse acompanhamento ao monitorado. “O processo se inicia em algumas frentes, que é quando o agressor se aproxima da vítima e o sistema, automaticamente, identifica que ele está descumprindo a decisão judicial. A equipe que está monitorando aciona a equipe de rua que vai prestar esse apoio.”

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Vítimas podem acionar botão do Pânico caso se sintam em perigo. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Outra estratégia, segundo D’anzicourt, é que a vítima recebe do Iapen, um dispositivo chamado Botão de Pânico, que pode ser acionado caso ela se sinta em perigo. O equipamento pode ser acionado com apenas um toque, enviando um alerta, em tempo real, para a polícia. “Tem casos em que o agressor rompe a tornozeleira, mas a vítima continua com o botão do pânico. Ela aciona diante de alguma situação que ela se sinta em risco, a equipe também vai ser acionada por meio do sistema e vai prestar esse apoio à vítima.”

Na sala de monitoração, telão indica localização tanto da vítima, quanto do agressor. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Na sala de monitoração, as equipes responsáveis acompanham a localização, tanto da vítima quanto do agressor, em tempo real, 24h por dia. “Aqui é disponibilizado esse telão que faz o acompanhamento da medida protetiva, onde as cores vermelhas estão para as violações graves, as cores amarelas são violações de atenção, e o verde é quando não tem nada de violação em relação a essa pessoa monitorada. No mapa mostra a geolocalização tanto do agressor quanto da vítima. Esse círculo vermelho indica o raio onde o monitorado não pode se aproximar da vítima, caso contrário, o sistema indica violação grave e, então, a equipe que está acompanhando já toma as medidas necessárias para a proteção dessa vítima”, detalhou o chefe DME.

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Chefe da DME explica como é feito o trabalho de monitoração da Polícia Penal. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Essas medidas visam um tratamento mais rigoroso ao agressor e, principalmente, oferecem uma atenção maior à vítima. Segundo o presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, o governo do Estado, por meio do Iapen, tem exercido um trabalho fundamental no combate à violência contra a mulher. “Nós trabalhamos pela vida, nenhuma mulher deveria passar por situações como estas. É política do governo do Acre, o combate à violência contra a mulher, então o Iapen e a Polícia Penal têm trabalhado diretamente combatendo a violência e evitando o feminicídio. Sabemos que ainda muito temos a fazer, mas muitos resultados já podem ser vistos.”

Presidente do Iapen destaca que é política do governo do Acre, o combate à violência contra a mulher. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

A história de Maria é um desses bons resultados que podem ser vistos. Ela denunciou o seu agressor. Hoje seu ex-companheiro é monitorado 24 horas por dia e Maria tem com ela o Botão do Pânico, que pode ser acionado diante de qualquer situação em que ela se sinta em risco. Além disso, Maria tem sido acompanhada por uma equipe de apoio da Divisão. “Eu tomei coragem, procurei a Justiça, procurei ajuda e essa foi a melhor saída. O Botão de Pânico me faz sentir mais segura. É muito importante que as mulheres tomem coragem e procurem ajuda. Hoje eu me sinto amparada. Eu só me arrependo é de não ter buscado essa ajuda antes, mas hoje eu digo: não se cale, denuncie.”

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre reforça interdição total da ponte Frei Paolino após colapso parcial da estrutura

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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), reforçou neste sábado, 6, o isolamento total da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, após o desabamento parcial da estrutura ocorrido na noite da última sexta-feira, 5. A medida busca evitar novos acidentes e garantir a segurança da população.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, esteve no município para acompanhar a situação da ponte, prestar apoio às equipes que atuam na área e verificar as condições do local após o acidente.

Deracre mantém interdição total da estrutura e anuncia novas sinalizações no Rio Iaco para evitar acidentes. Foto: Thauã Conde/Deracre

Como medida preventiva, o Deracre informou que manterá a interdição nos dois acessos da ponte. O Rio Iaco também receberá novas sinalizações para alertar embarcações sobre os destroços e o bloco de concreto que caiu no meio do rio.

“Pedimos que as pessoas tenham consciência e esqueçam essa passagem por enquanto. Vamos colocar tapumes, fechar completamente os dois lados e instalar sinalização no rio para que não aconteça nenhum acidente”, destacou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

Estado prioriza segurança da população e assistência aos feridos após desabamento de ponte. Foto: Thauã Conde/Deracre

Os destroços da estrutura também dificultam o tráfego de embarcações no Rio Iaco, exigindo atenção redobrada de quem utiliza o trecho.

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“Neste momento, a prioridade do governo do Estado é garantir a segurança da população, reforçar o isolamento da área e evitar qualquer novo acidente”, ressaltou Sula Ximenes.

Governo mantém isolamento da ponte Frei Paolino e amplia monitoramento da área. Foto: Thauã Conde/Deracre

A presidente do Deracre afirmou ainda que, por determinação da governadora Mailza Assis, o governo do Estado segue prestando assistência às pessoas feridas no acidente.

“As pessoas feridas foram levadas para Rio Branco e estão recebendo toda a assistência necessária”, concluiu.

Fonte: Governo AC

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