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Em Rio Branco, Rio Acre sai da cota de transbordamento, marcando 13,99 m, na tarde desta quarta

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O Rio Acre saiu da cota de transbordamento nesta quarta-feira, 4, em Rio Branco. De acordo com o último boletim publicado pela Defesa Civil do Estado, às 15 horas de hoje, o rio apresentou um recuo de 31 centímetros, indo de 14,46 m na medição das 6 horas para 13,99 m, na medição das 15 horas. Mesmo com a diminuição, o governo do Acre segue acompanhando e reforçando o alerta à população, pois o manancial encontra-se, agora, em cota de alerta.

Rio Acre saiu da cota de transbordamento nesta quarta-feira, 4, em Rio Branco. Foto: Alice Leão/Secom

No município de Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá apresentou um aumento de 12 centímetros e, em Plácido de Castro, o Rio Abunã manteve-se estável, marcando 12,69 metros. Nos três municípios citados, os afluentes continuam acima de suas respectivas cotas de transbordamento.

Porto Acre, banhada também pelo Rio Acre, e Sena Madureira, pelo Rio laco, permanecem em cota de alerta, mas apresentando vazante, com menos 1 cm e 7 cm, respectivamente.

Estão estáveis os afluentes que perpassam Brasileia e Epitaciolândia, Xapuri e Plácido de Castro. Em níveis normais e apresentando vazante a Aldeia dos Patos, com menos 5 cm, Assis Brasil, com menos 8 cm, Capixaba, menos 27 cm, e Riozinho do Rola, com menos 4cm.

Nível do Rio Acre continua em queda acentuada na capital. Foto: Alice Leão/Secom

O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Carlos Batista, informou que o nível do Rio Acre continua em queda acentuada na capital e que “apenas dez famílias seguem desabrigadas, distribuídas em dois pontos: no Parque de Exposições e na Escola Leôncio Carvalho, onde estão acolhidas famílias de comunidades indígenas”. Segundo o coronel, são as mesmas famílias já acompanhadas pela Defesa Civil, concentradas exclusivamente nesses dois locais em Rio Branco.

O gestor ressalta que moradores que se sentirem em situação de risco, especialmente quando as águas se aproximarem das residências, podem acionar o número 193, para que equipes sejam enviadas ao local e prestem o atendimento necessário.

Luiz de Freitas, morador do bairro Cidade Nova, conta que já enfrentou muitas alagações nos mais de 50 anos em que reside na capital e está otimista com a vazante do Rio Acre. Foto: Alice Leão/Secom

Luiz de Freitas, morador do bairro Cidade Nova, conta que já enfrentou muitas alagações nos mais de 50 anos em que reside na capital e está otimista com a vazante do Rio Acre: “Até agora tivemos sorte de não enfrentar nenhuma grande enchente e espero que Deus continue nos protegendo”.

O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) também atua neste momento de crise ambiental. Em colaboração com os demais órgãos, as equipes prestam todo o suporte necessário às famílias já afetadas pelas cheias dos rios e enxurradas dos igarapés em todo o estado.

Confira a medição completa

Fonte: Defesa Civil estadual

Fonte: Governo AC

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Vozes da floresta em conquista

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Por Francisca Arara

Este 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, marca a nossa história, a história da nossa ancestralidade, do povo do cocar, dos povos indígenas na luta pelos seus direitos: direito aos territórios, direito de participação, direito de diálogo, o direito de ajudar na construção de uma política pública que venha a atender os povos indígenas com respeito, com dignidade, levando apoio fazendo com que os recursos cheguem direto nos territórios indígenas.

Antes, as nossas vozes eram silenciadas, sempre alguém falava por nós, e hoje a gente vive um momento histórico de conquista. Avançamos na educação escolar indígena intercultural bilíngue, específica e diferenciada. Hoje  somos nós mesmos ministrando as nossas aulas, sendo os pesquisadores, trabalhando as nossas línguas maternas, nossas línguas indígenas, nas nossas próprias escolas.

Hoje nós estamos conduzindo também a pasta da saúde indígena, nós temos agentes agroflorestais que também cuidam dessa parte, da pauta da gestão territorial e ambiental dos nossos territórios junto com as famílias. Os agentes indígenas de saneamento (Aisan), que estão ali cuidando do tratamento dos recursos hídricos.

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Nós temos a representação indígena nos nove estados da Amazônia, que mantém o movimento indígena fortalecido, como a Organização dos Povos Indígenas da Amazônia.

Os povos indígenas trazem um marco histórico de conquista, de resistência, para que nós possamos manter os nossos direitos, preservar nossa cultura viva e ecoar nossas vozes. Por isso, esse mês representa para nós conquista.

A gente hoje ainda temos muitos desafios a cumprir, mas nós temos alcançado os nossos espaços e a gente luta para isso: que esse ano de 2027 nós venhamos ter os nossos parlamentares federais e estaduais nos estados, que só assim cada vez mais nós estaremos ganhando nossos espaços e levar nossas vozes para defender aquilo que nós tanto desejamos.

O nosso Brasil tem aberto as portas para essas vozes. O Acre hoje sai na frente de outros estados do país, com a indicação da primeira mulher indígena a ser titular de uma Secretaria de Estado de Povos Indígenas, porque isso na história ninguém nunca tinha visto. Mas nós estamos aqui fazendo a política pública de fato acontecer e chegar nas pontas.

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E isso se deu através da formação de lideranças organizada pela Comissão Pro-Indígenas do Acre, que é uma parceira do Estado, pela formação da educação dos professores indígenas na educação.

Todo esse trabalho de luta e conquistas é feito por muitas mãos: sociedade civil, organizações indigenistas e governamentais, movimento indígena. Então, se junta todo mundo, e o Acre tem essa cultura do diálogo, da participação, da escuta, de ouvir os povos indígenas. Por isso que as nossas políticas têm dado certo.

Francisca Arara é Licenciada em Pedagogia e Ciência da Natureza pela Universidade Federal do Acre (UFAC), reconhecida nacional e internacionalmente por sua atuação em salvaguarda sódio ambiental, REDD+ e na defesa de direitos dos povos indígenas, território indígena e no combate às mudanças climáticas e Secretária de Estado de Povos Indígenas do Acre.

Fonte: Governo AC

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