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Agronegócio brasileiro mira 2025 com foco em segurança jurídica, crédito e sustentabilidade

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Setor se prepara para um novo ciclo de ajustes

O agronegócio brasileiro encerra 2024 com uma agenda densa de debates e desafios que devem nortear as decisões do setor em 2025. Pressões regulatórias, novas exigências ambientais e mudanças nas estruturas de financiamento colocam o agro diante de uma fase de reorganização estratégica.

De acordo com o advogado Adriano de Almeida, especialista em direito agrário e sócio do escritório Durão & Almeida, Pontes Advogados Associados, o momento é de reestruturação.

“O agronegócio cresceu rapidamente nos últimos anos, mas agora precisa alinhar produtividade, segurança jurídica e sustentabilidade. Essa combinação será essencial para garantir competitividade global”, afirma.

Regularização fundiária: da burocracia à estratégia

A regularização fundiária permanece entre os maiores gargalos do agronegócio, sobretudo diante das exigências internacionais de rastreabilidade e conformidade socioambiental.

“Sem documentação adequada, o produtor fica limitado para acessar crédito, certificações e mercados externos. A regularização deixou de ser uma mera formalidade e se tornou uma questão de sobrevivência comercial”, destaca Almeida.

Parcerias e contratos rurais exigem profissionalização

Com o avanço das parcerias e arrendamentos rurais, as relações contratuais no campo se tornaram mais complexas. Segundo Almeida, muitos conflitos surgem de contratos mal elaborados ou genéricos.

“Ainda há contratos improvisados, sem cláusulas sobre benfeitorias, prazos, reajustes ou responsabilidades. Essa falta de precisão jurídica inibe investimentos e gera disputas que poderiam ser evitadas com instrumentos mais técnicos e alinhados à realidade do campo”, explica.

Sustentabilidade e Código Florestal ganham centralidade

A responsabilidade ambiental passou a ocupar papel central nas operações do agro. A aplicação mais rigorosa do Código Florestal e a pressão por práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) colocam a regularidade ambiental como um diferencial competitivo.

“O produtor não pode mais tratar a conformidade ambiental como algo secundário. Os mercados internacionais estão cada vez mais restritivos com quem não comprova sustentabilidade. A agenda ambiental virou exigência mercantil”, pontua o advogado.

Reorganização do crédito rural e novas fontes de financiamento

A revisão do modelo de crédito rural é outro ponto crucial para 2025. O setor deve assistir a uma reconfiguração nas formas de financiamento, com maior presença de investidores privados e novos instrumentos de garantias.

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De acordo com Bruno Medeiros Durão, especialista em direito financeiro e presidente do escritório Durão & Almeida, o ambiente jurídico será determinante para a entrada de capital.

“O fluxo de investimentos depende da credibilidade e da segurança jurídica das operações. Fortalecer garantias, transparência e governança cria um ecossistema saudável e atrativo para investidores nacionais e estrangeiros”, ressalta.

Governança de dados e digitalização do campo

O avanço da digitalização do agronegócio, impulsionado por maquinários inteligentes, satélites e softwares de monitoramento, tem ampliado a produtividade, mas também traz novos desafios jurídicos.

“Os dados agrícolas se tornaram um insumo estratégico. Precisamos definir claramente as responsabilidades e os direitos sobre essas informações, evitando disputas entre produtores, empresas e plataformas tecnológicas”, alerta Almeida.

Perspectiva otimista com base técnica e segurança jurídica

Apesar das incertezas, o cenário é visto com otimismo pelos especialistas. Para Adriano de Almeida, o agronegócio brasileiro possui uma base técnica sólida e grande capacidade de inovação.

“O que o setor precisa agora é de um ambiente jurídico previsível, que permita ao produtor crescer com segurança e sustentabilidade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Conectividade 4G e 5G no campo cresce 81% no Brasil e acelera digitalização do agronegócio

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A cobertura de redes móveis 4G e 5G em áreas agrícolas do Brasil registrou crescimento expressivo entre 2024 e 2025, avançando de 18,7% para 33,9%, segundo o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO. O aumento de 81% evidencia a aceleração da transformação digital no campo e em setores que dependem de operações distribuídas em larga escala.

A expansão da conectividade ocorre em um momento em que a digitalização de cadeias produtivas ganha força no país. Setores como agronegócio, logística, energia e utilities ampliam investimentos em automação, análise de dados e sistemas de monitoramento em tempo real, impulsionados pela maior disponibilidade de redes móveis em áreas antes com baixa cobertura.

Conectividade impulsiona gestão inteligente no agronegócio e na logística

Com o avanço do 4G e 5G, cresce também o volume de dados gerados por máquinas, veículos e equipes em campo. No agronegócio, a conectividade já permite maior integração entre operações agrícolas, gestão de frotas e sistemas de monitoramento remoto, ampliando a eficiência operacional.

A logística brasileira, que movimenta cerca de R$ 1,5 trilhão por ano, também é um dos principais setores beneficiados pela evolução da conectividade. O uso de dados em tempo real permite otimizar rotas, reduzir custos operacionais e melhorar a previsibilidade das entregas, especialmente em um país de dimensões continentais.

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Dados em tempo real se tornam ativos estratégicos nas operações

A digitalização das operações transformou veículos e máquinas em fontes contínuas de informação. Dados de localização, desempenho, consumo de combustível, manutenção e segurança passaram a ser coletados em tempo real, permitindo maior controle operacional.

No entanto, o principal desafio das empresas não está mais na coleta de dados, mas na capacidade de transformar essas informações em decisões rápidas e eficientes. A visibilidade operacional passou a ser um diferencial competitivo em mercados cada vez mais dinâmicos.

Segundo especialistas do setor, o acesso imediato às informações permite reduzir o tempo de inatividade, melhorar o planejamento logístico e aumentar a eficiência no uso de recursos, especialmente em operações distribuídas.

Operações em campo exigem tecnologia robusta e conectividade contínua

A necessidade de acesso contínuo a dados é ainda mais crítica em setores que atuam em ambientes remotos ou de alta complexidade operacional, como mineração, energia, utilities, transporte e agronegócio.

Nesses segmentos, a continuidade das operações depende diretamente da capacidade de comunicação entre campo e centros de controle. Por isso, cresce o uso de dispositivos robustos, projetados para suportar condições extremas e garantir acesso a sistemas corporativos mesmo em ambientes adversos.

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Além de ampliar a produtividade, essas soluções contribuem para a segurança operacional, reduzem falhas e aceleram a resolução de incidentes, fatores essenciais para operações de grande escala.

Transformação digital redefine gestão de frotas e operações móveis

A evolução da conectividade e o aumento do volume de dados disponíveis estão redefinindo a gestão de frotas no Brasil. O foco das empresas deixa de ser apenas a mobilidade e passa a ser a inteligência operacional baseada em dados.

Nesse contexto, a capacidade de transformar informações em decisões estratégicas se torna determinante para aumentar a eficiência, reduzir custos e garantir competitividade em um ambiente cada vez mais digital e integrado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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